Amazon faz novos cortes após demitir 30 mil funcionários
A gigante do e-commerce anuncia redução de menos de mil vagas focadas no setor de Lojas durante um dos seus maiores eventos anuais.
- Publicado: 08/10/2026 10:05
- Alterado: 08/10/2026 10:05
- Autor: Thiago Antunes
A Amazon confirmou na última quarta-feira (8) o corte de um pequeno grupo de postos de trabalho. A redução afeta majoritariamente a área de Lojas, setor estratégico responsável pela gestão do principal site de comércio eletrônico da companhia.
Essas demissões ocorrem no meio de um dos momentos mais importantes para o varejo da empresa: o Prime Big Deal Days. A ação promocional, que começou na terça-feira (7) e seguiu até quarta-feira, movimenta descontos em diversos produtos para clientes da plataforma.
A reestruturação na Amazon afeta diretamente menos de 1.000 funcionários em funções administrativas, de acordo com fontes ouvidas por agências internacionais. O Business Insider havia antecipado os desligamentos.
A companhia defende a necessidade de ajustes nas equipes de suporte ao e-commerce. “Fizemos ajustes em algumas áreas do nosso negócio de Lojas porque acreditamos que essa estrutura nos permitirá atender melhor às nossas prioridades”, informou um porta-voz por e-mail.
Impacto nos EUA, Índia e Reino Unido
Mensagens vazadas de um canal de comunicação interno da Amazon detalharam os setores atingidos. Equipes focadas no atendimento ao cliente e nos serviços prestados a vendedores parceiros sofreram o impacto inicial.
Trabalhadores nos Estados Unidos, Índia e no Reino Unido lideram os avisos de demissão. Essa movimentação é o capítulo mais recente de um ciclo prolongado de ajustes na folha de pagamento da corporação.
O movimento atual complementa uma grande redução de 30 mil empregos promovida pela empresa. Esse ciclo mais drástico iniciou no ano passado e foi formalmente concluído em janeiro deste ano.
O fator pandemia segundo Jeff Bezos
O fundador e presidente executivo da Amazon, Jeff Bezos, relacionou as constantes reduções de pessoal ao inchaço corporativo provocado pela crise sanitária global.
“As pessoas estavam ficando em casa e fazendo pedidos, e foi um período incrivelmente estressante para nós”, explicou Bezos em entrevista à Fox News, comentando o corte anterior de 30 mil vagas.
A alta demanda forçou a contratação massiva, uma estratégia que a empresa agora tenta reverter. “Toda a equipe trabalhou arduamente e fez muito, mas realmente aumentamos nosso número de funcionários”, justificou o executivo da Amazon.