Alimentação fora do lar cresce 20,3% em São Paulo, aponta Fhoresp
Setor gastronômico paulista ganha mais de 88 mil novas empresas em um ano impulsionado pela alta demanda por conveniência e serviços de entrega.
- Publicado: 18/05/2026 16:54
- Alterado: 18/05/2026 16:55
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Fhoresp
O mercado de alimentação fora do lar registrou um crescimento de 20,3% no estado de São Paulo entre 2024 e 2025. O levantamento divulgado pela Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) aponta a abertura acelerada de negócios focados em refeições rápidas e entregas.
Em números absolutos, o segmento saltou de 438.457 empresas em 2024 para 527.385 estabelecimentos em 2025. Os dados apurados até abril de 2026 indicam a continuidade do avanço estadual, alcançando a marca de 559.223 operações ativas.
O território paulista concentra atualmente 27,5% de todos os 2.034.335 empreendimentos gastronômicos do Brasil. A mudança de hábitos consolidou a preferência do consumidor por opções prontas, flexíveis e dinâmicas.
Motores da alimentação fora do lar em São Paulo
O segmento isolado e específico de alimentação fora do lar passou de 407.672 para 491.911 negócios abertos em apenas um ano. Até o quarto mês deste ano, o nicho contabilizou 522.370 empresas funcionando plenamente na região.
O ganho de poder de compra e a busca por economia de tempo ditam essa transformação comercial estrutural. “O cidadão está com maior poder de compra e prefere fazer suas refeições fora. O que, muitas vezes, significa ganhar tempo e conveniência”, explica Luís Carlos Burbano, economista e coordenador do Núcleo de Pesquisa da federação.
As cozinhas dedicadas ao fornecimento exclusivo de pratos prontos para consumo domiciliar representam uma fatia expressiva desse mercado emergente. São cerca de 119,5 mil empreendimentos com esse perfil logístico, correspondendo a 22,9% da atividade no estado.
Novos modelos de negócio e turismo
As plataformas digitais de entrega forçaram os empresários a diversificar os formatos tradicionais de atendimento diário. “Hoje, os modelos de negócios estão mais flexíveis, atendendo às necessidades dos clientes de forma mais cômoda, competitiva e alinhada às demandas do mercado”, destaca Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp.
O fluxo turístico constante impulsiona o consumo direto de alimentação fora do lar na capital e nos municípios do interior. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os serviços turísticos estaduais mantêm curva ascendente contínua desde 2024.
A entidade patronal representa mais de 504 mil empresas paulistas e avalia o cenário econômico atual de forma promissora. “O desempenho registrado reforça o potencial e a importância estratégica para a geração de empregos e para a dinamização de serviços no Brasil”, conclui o diretor-executivo.
A tendência de alta atrai inovações tecnológicas para a infraestrutura dos restaurantes e moderniza os serviços prestados. O fortalecimento do setor de serviços aliado às melhorias logísticas garante a sustentabilidade financeira do mercado de alimentação fora do lar no curto e médio prazo.