Aeroporto de Congonhas recebe aval para voos internacionais
Conectividade regional ganha força com plano para transformar Congonhas em hub de voos internacionais para a América do Sul até 2028
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 24/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O Aeroporto de Congonhas, um dos terminais mais movimentados e centrais do Brasil, está prestes a romper um isolamento internacional que perdura desde 1985. A concessionária Aena recebeu, neste mês, um parecer favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) para dar continuidade ao ambicioso projeto de internacionalização do aeroporto. A medida visa transformar o terminal em um hub de conectividade regional, facilitando o trânsito entre São Paulo e as principais capitais da América do Sul.
A proposta apresentada pela administradora foca em rotas de curta e média distância, atendendo a uma demanda histórica de passageiros de negócios e turismo que buscam agilidade. Segundo o documento oficial da SAC, a iniciativa está respaldada pela Política Nacional de Aviação Civil (Pnac), que enxerga no estímulo ao tráfego internacional em Congonhas um motor essencial para o desenvolvimento econômico e a integração regional.
O cronograma da internacionalização em Congonhas

Embora o sinal verde da SAC seja um passo crucial, a operação não será imediata. O plano da Aena é estruturado em duas fases principais para garantir a segurança e a eficiência do fluxo de passageiros:
- Voos Executivos (2026): A primeira etapa prevê a liberação para a aviação geral internacional (jatos executivos), modalidade que está vetada no aeroporto desde 2008.
- Voos Comerciais Regulares (2028): Esta fase depende da entrega do novo terminal de passageiros. A estrutura atual de embarque remoto será mantida até junho de 2028, quando a nova ala internacional deve ser inaugurada para suportar os trâmites de alfândega, imigração (Polícia Federal) e vigilância sanitária.
A secretária nacional de Aviação Civil substituta, Clarissa Costa de Barros, destacou em seu parecer que a análise técnica foi favorável ao pleito do SBSP (código oficial de Congonhas), reforçando que a modernização é necessária para a maior metrópole do Hemisfério Sul.
Conectividade e impacto econômico no setor aéreo
A internacionalização de Congonhas representa uma mudança de paradigma no setor aéreo paulista. Desde a inauguração do Aeroporto de Guarulhos, o terminal central ficou restrito à malha doméstica (com breves e limitadas exceções nos anos 90). Kleber Meira, diretor-executivo do aeroporto, enfatiza que um terminal internacional no coração da cidade reduz significativamente o tempo de deslocamento dos viajantes.
A estratégia da Aena não visa competir diretamente com os voos de longa distância (intercontinentais) operados em Guarulhos, mas sim criar uma rede eficiente de voos “ponto a ponto” para destinos como Buenos Aires, Santiago, Montevidéu e Assunção. “A internacionalização de Congonhas é uma etapa crucial na modernização”, afirmou a companhia em nota oficial.
Desafios operacionais e infraestrutura
Para que o projeto saia do papel em 2028, o aeroporto passará por transformações profundas. O desafio é integrar as áreas de controle de fronteira sem comprometer a já saturada capacidade de pátio e pista. O novo terminal prometido pela Aena será o divisor de águas, oferecendo tecnologia de ponta para o processamento de passageiros internacionais em um espaço otimizado.
Mesmo com o silêncio momentâneo do Ministério de Portos e Aeroportos sobre os detalhes da consulta, o avanço junto aos órgãos competentes (Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal) agora ganha celeridade. A expectativa é que o aeroporto de Congonhas recupere seu status global, consolidando-se como o aeroporto de escolha para quem busca produtividade e rapidez na capital paulista.