ACISBEC quer guichê de troco em São Bernardo
Associação Comercial de São Bernardo do Campo intensifica pleito por um Guichê de Troco no município para auxiliar o comércio
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 07/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (ACISBEC) anunciou uma importante articulação junto ao Banco Central (BC) para resolver um problema que tem impactado negativamente o setor produtivo local: a crônica falta de troco em moedas e notas de baixo valor. A entidade está preparando o envio de um pedido formal ao BC para a instalação de um guichê de troco no município de São Bernardo do Campo.
Atualmente, no estado de São Paulo, o serviço que permite a pessoas físicas e jurídicas a troca de grandes volumes de cédulas e moedas está centralizado, majoritariamente, no principal ponto de troco do Banco Central, localizado na Rua Boa Vista, 175, no centro da capital.
Mobilização empresarial e o grito pela expansão do serviço
A proposta de levar o guichê de troco para o ABC paulista surgiu durante uma reunião realizada na tarde da última quinta-feira (6/11). O presidente da ACISBEC, Valter Moura Júnior, recebeu os auditores fiscais do Banco Central, Hilda Inoue Ito e Cesar Campos Cruz, em um encontro focado nas necessidades e dificuldades do comércio, sendo a escassez de numerário o ponto central da discussão.
Os representantes do BC esclareceram o funcionamento do serviço centralizado. Segundo eles, embora o único guichê no estado esteja em São Paulo, há um claro objetivo da instituição em ampliar o atendimento para outras regiões, levando o serviço para mais cidades. A auditora Hilda Ito detalhou a acessibilidade do serviço: “O guichê é aberto ao público, especialmente à pessoa física, mas diante do grande estoque de numerário disponível, temos atendido também pessoas jurídicas”. Para efetuar a troca de cédulas e moedas, o cidadão ou empresário necessita apresentar apenas um documento de CPF.
O Impacto da falta de guichê de troco na economia local

Valter Moura Júnior, presidente da ACISBEC, destacou as severas dificuldades enfrentadas pelos empresários da região por conta da carência de troco. Ele enfatizou que este cenário tem prejudicado diretamente as transações comerciais e o atendimento aos clientes.
“Muitos comerciantes têm enfrentado dificuldades para conseguir troco, o que prejudica as vendas e o atendimento ao consumidor. Há relatos de estabelecimentos que pedem aos clientes para pagar com cartão porque não têm dinheiro trocado. Um serviço como esse, em São Bernardo, seria uma grande ajuda ao comércio local e à população”, afirmou o presidente, reforçando que a instalação de um guichê de troco na cidade é uma questão de necessidade imediata.
A ausência de um ponto local de troca obriga os comerciantes a gastar tempo e recursos em longos deslocamentos para a capital, apenas para obter o dinheiro miúdo essencial para o dia a dia.
Parceria contra fraudes e orientações essenciais

Além da questão do guichê de troco, os representantes do Banco Central aproveitaram a visita para apresentar materiais educativos vitais sobre os elementos de segurança das cédulas do Real.
Os auditores colocaram a instituição à disposição para, em parceria com a ACISBEC, realizar um treinamento de identificação de notas falsas. A iniciativa é fundamental para proteger o empresariado local contra prejuízos financeiros. A data para esta ação de segurança será confirmada em breve.
Outro ponto esclarecido pelos auditores foi a obrigatoriedade das instituições financeiras. Eles informaram que os bancos são legalmente obrigados a trocar cédulas danificadas ou antigas, e qualquer caso de recusa pode e deve ser denunciado diretamente ao Banco Central. O órgão também atua, há anos, em um programa de substituição do dinheiro em circulação, focado na retirada de notas desgastadas e antigas de uso.
Para Moura Júnior, a visita dos auditores é um reconhecimento da importância da ACISBEC e do comércio da região. “Foi uma honra sermos a primeira associação do Grande ABC visitada pelos auditores do Banco Central. Colocamos a entidade à disposição para colaborar com as ações da instituição, especialmente nas campanhas de orientação sobre dinheiro falso e segurança no uso de numerário”, concluiu o presidente. O trabalho conjunto visa garantir a segurança e a fluidez do uso do dinheiro em espécie na região.