Acidentes com fogos de artifício veja como evitar
Saiba como prevenir queimaduras e amputações graves causadas pelo uso incorreto de explosivos durante as festividades de fim de ano.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Acidentes com fogos de artifício registraram um aumento preocupante em 2024, totalizando 377 internações hospitalares em todo o território nacional. As festividades de fim de ano, marcadas pelo brilho nos céus, escondem perigos severos quando o manuseio desses artefatos ignora normas básicas de segurança. Queimaduras profundas, lesões com sequelas permanentes e traumas graves nas mãos compõem a rotina das unidades de saúde durante o Réveillon.
Dados oficiais do Ministério da Saúde revelam que a demanda por atendimentos ambulatoriais e hospitalares oscila, mas permanece em patamares alarmantes. Em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou 162 atendimentos ambulatoriais, enquanto a gravidade dos ferimentos exigiu internação em centenas de ocorrências. Estados como Bahia, São Paulo e Minas Gerais lideram as estatísticas, concentrando o maior número de vítimas que enfrentam longos períodos de reabilitação.
Prevenção contra acidentes com fogos de artifício
O Dr. Rui Barros, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), enfatiza que a diversão só é segura com prevenção absoluta. A maioria das ocorrências que chegam aos prontos-socorros poderia ser evitada com o cumprimento rigoroso das instruções técnicas dos fabricantes. Quando um rojão explode próximo aos membros superiores, o impacto resulta frequentemente em fraturas expostas e amputações imediatas.
“Fogos de artifício não são brinquedo e não devem, em hipótese alguma, ser manipulados por crianças e nem próximo delas”, alerta o especialista.
Para minimizar o risco de acidentes com fogos de artifício, especialistas recomendam as seguintes práticas:
- Manusear os artefatos sempre longe do corpo e de outras pessoas.
- Jamais tentar reaproveitar fogos que apresentaram falha no disparo inicial.
- Evitar o improviso com recipientes caseiros para o lançamento dos explosivos.
- Manter distância segura de segurança logo após acender o pavio.
O impacto desses incidentes vai além das lesões físicas momentâneas, alcançando índices fatais registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Em 2024, 16 óbitos foram confirmados no Brasil decorrentes de explosões inadequadas, igualando o pico de mortalidade observado em 2022. A falta de proteção e o manuseio por pessoas alcoolizadas potencializam a gravidade das ocorrências registradas em áreas urbanas.
A agilidade no socorro médico por especialistas em cirurgia da mão é crucial para tentar preservar as funções motoras após uma explosão. Contudo, a conscientização social continua sendo o método mais eficaz para reduzir drasticamente os índices de acidentes com fogos de artifício no país.