Ação nacional contra a violência doméstica prende 12 mil pessoas
A Operação Shamar, realizada de 1º de agosto a 4 de setembro, prendeu mais de 12 mil pessoas e atendeu 81 mil vítimas de violência doméstica no Brasil
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 10/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Léo Santana
Entre os dias 1º de agosto e 4 de setembro, a Operação Shamar resultou na execução de mais de 12 mil prisões em todo o Brasil, conforme os dados divulgados na última terça-feira (9) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A operação, que abrangeu todo o território nacional, teve como foco principal o combate à violência doméstica e ao feminicídio. O relatório final indicou que, além das prisões, foram atendidas 81.368 vítimas de violência doméstica e familiar, sendo que 53.188 medidas protetivas de urgência foram adotadas e monitoradas.
Durante a ação, as autoridades apreenderam mais de 2 kg de substâncias ilícitas, 632 armas de fogo, 11.902 munições e 648 armas brancas. Esses itens, segundo a avaliação dos investigadores, poderiam potencialmente ser utilizados em atos de violência no âmbito familiar.
Iniciativas de conscientização
O Ministério da Justiça destacou que a Operação Shamar não se limitou à repressão, mas também incluiu ações educativas e preventivas para fortalecer a proteção às mulheres em situações vulneráveis. Foram realizadas palestras, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos em escolas, espaços públicos e comunidades, alcançando diretamente cerca de 13,6 milhões de pessoas em todo o país.
Essas iniciativas visam promover o diálogo sobre igualdade de gênero, reforçar as redes de apoio disponíveis e encorajar a denúncia dos casos de violência.

O total de 65.628 agentes de segurança pública participou da operação, realizando 181.267 procedimentos operacionais ao longo do período.
Rodney da Silva, diretor da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública, afirmou que essa operação representa um avanço significativo na integração entre diferentes forças policiais — civis, militares e técnico-científicas — além do envolvimento do Poder Judiciário, do Ministério Público e da sociedade civil. “A prevenção, a repressão qualificada e o diálogo são fundamentais para romper com o ciclo da violência e proteger aqueles que mais necessitam”, concluiu.