Academia da Saúde se espalha por São Paulo
Expansão do programa Academia da Saúde reforça o compromisso da cidade com os 150 minutos de atividade semanal recomendados pela OMS
- Publicado: 11/03/2026
- Alterado: 11/03/2026
- Autor: Larissa Rodrigues
- Fonte: Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo deu um salto significativo no combate ao sedentarismo ao expandir os polos do programa Academia da Saúde, que saltaram de 18 para 66 unidades, um crescimento de 266%. Celebrada no Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, em 10 de março, essa iniciativa leva atividades físicas gratuitas, orientação profissional e estímulo a hábitos saudáveis para todas as regiões da capital. O programa Academia da Saúde vai além dos exercícios tradicionais, oferecendo um cardápio completo que inclui práticas integrativas, orientações nutricionais e rodas de conversa, funcionando como uma estratégia central para prevenir doenças crônicas e melhorar o bem-estar da população.
Para frequentadores da Academia da Saúde como a aposentada Ivone da Costa Barbalho, de 67 anos, o impacto é transformador. Após ser diagnosticada com osteoporose e hipertensão, ela seguiu a recomendação médica e passou a frequentar a UBS Parque Santo Antônio, na zona sul. Dois anos depois, os benefícios ultrapassaram a melhora física na agilidade e disposição; Ivone encontrou nos grupos de caminhada e ginástica funcional uma rede de apoio e amizades que combatem a solidão.
O mesmo sentimento é compartilhado por João Batista Cardoso, de 68 anos, que na zona leste descobriu na dança e em práticas como o lian gong um novo fôlego para a vida após a aposentadoria, deixando o preconceito de lado em prol da convivência alegre com os amigos.
Programa Academia da Saúde

A expansão do programa consolida a atividade física como um pilar de prevenção, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda ao menos 150 minutos de exercícios moderados por semana para reduzir riscos cardiovasculares e problemas de saúde mental. Segundo Marcelo Takiishi Scrocco, interlocutor do programa pela Secretaria Municipal de Saúde, as academias funcionam como uma porta de entrada para que a comunidade se envolva com o autocuidado e a educação em saúde. O modelo permite que os moradores se tornem protagonistas de suas próprias rotinas saudáveis, transformando o conceito de saúde em algo muito mais amplo e acessível dentro do território onde vivem.
Essa integração com a comunidade é visível em unidades como a UBS Belenzinho, que atende mais de 500 pessoas e utiliza o Projeto Terapêutico Singular para personalizar o atendimento conforme a realidade de cada usuário. O profissional de educação física Thiago Socio Sá destaca que as atividades ocupam espaços públicos e comunitários, como parques e praças, fortalecendo os vínculos locais e promovendo a inclusão. Ao unir infraestrutura qualificada e acolhimento humano, a Academia da Saúde se firma como um espaço onde o cuidado com o corpo se mistura à construção de uma vida social ativa e saudável para milhares de paulistanos.