Abandono escolar atinge menor índice da década na cidade de São Paulo
Taxa recuou para 0,6% em 2024 graças a programas de busca ativa e fortalecimento de vínculos.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 19/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A rede municipal de ensino de São Paulo alcançou um marco histórico na educação em 2024. O índice de abandono escolar na cidade foi reduzido para apenas 0,6%, consolidando o menor patamar registrado nos últimos dez anos. Esse resultado expressivo deriva de iniciativas focadas em estreitar a relação entre as instituições de ensino, as famílias e a comunidade local.
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Queda expressiva nos indicadores
Dados do Censo Escolar 2024 confirmam a evolução positiva. Em 2014, a taxa de abandono escolar era de 1,9%, o que demonstra uma queda notável na última década. Atualmente, a rede municipal gerencia mais de 1 milhão de estudantes, sendo que mais de 437 mil estão matriculados especificamente nos ensinos Fundamental e Médio.
Ao comparar o cenário paulistano com as estatísticas nacionais, a diferença é significativa. Números do Inep de 2021 apontavam que a média de abandono escolar no Brasil era de 5,9% no Ensino Médio e 2,3% no Ensino Fundamental. Na capital paulista, mesmo naquele ano, os índices já eram inferiores (2,8% e 0,9%, respectivamente) e mantiveram uma tendência consistente de redução desde então.
Políticas públicas de permanência
A Prefeitura de São Paulo associa esse progresso diretamente às políticas educacionais implementadas para garantir o direito à educação. Para combater e prevenir o abandono escolar, foram fortalecidas ações estratégicas, tais como:
- Programa Mães Guardiãs: expandido de 70 para 5 mil vagas;
- Busca Ativa Escolar: desenvolvido em parceria com o Unicef;
- Programa Estudante Presente Transforma Futuros: criado em colaboração com a Unesco.
O objetivo central dessas iniciativas é identificar rapidamente casos de abandono escolar e reforçar os laços de confiança entre a escola e o núcleo familiar.
O secretário municipal de Educação, Fernando Padula, enfatiza o esforço coletivo por trás dos números.
“A queda reflete o trabalho contínuo das equipes em busca ativa, acolhimento e acompanhamento em cada território“, destaca o secretário.
Padula reforça ainda que “garantir a permanência dos estudantes na escola é um compromisso compartilhado por toda a cidade — e isso é fundamental para a aprendizagem e o futuro das nossas crianças e jovens”.

Investimentos e conceitos fundamentais
Além das estratégias de engajamento, o suporte financeiro tem sido crucial. O orçamento da Educação, previsto em R$ 22,9 bilhões para 2025, deverá crescer 16%, alcançando R$ 26,5 bilhões em 2026. Os recursos são alocados em áreas vitais como atendimento psicossocial (NAAPA), segurança alimentar, reforço pedagógico e no Transporte Escolar Gratuito (TEG).
É essencial compreender a distinção técnica entre os termos: enquanto o abandono escolar refere-se ao afastamento temporário do aluno durante o ano letivo — com possibilidade de retorno no ciclo seguinte —, a evasão representa o rompimento definitivo do vínculo com a escola. As ações do município visam mitigar ambos os problemas.