36ª Bienal de São Paulo tem show de Dexter neste sábado
Além do show de Dexter, a 36ª Bienal de São Paulo reúne performances, debates e ações culturais gratuitas abertas ao público.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A 36ª Bienal de São Paulo — intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática” — segue aberta neste sábado (15) no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Aberta ao público até 11 de janeiro de 2026, esta edição da Bienal de São Paulo propõe um olhar profundo sobre a humanidade como verbo e prática, mais do que como condição. Bienal de São Paulo+2Bienal de São Paulo+2
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Concertos e cinema: programação especial na Bienal
Também neste sábado, a Bienal de São Paulo tem dois grandes destaques na sua programação institucional:
- Show de Dexter: às 18h, o rapper paulistano Dexter — também conhecido como Oitavo Anjo — se apresenta gratuitamente na Praça das Bandeiras, dentro da estrutura da Bienal. Ele estará acompanhado por DJ e deve tocar clássicos de sua carreira solo, além de faixas do seu novo álbum D’Luxo. Bienal de São Paulo+1
- Cinema Bienal: das 16h às 18h30, será exibido o documentário Milton Bituca Nascimento, dirigido por Flávia Moraes, no auditório do terceiro pavimento do Pavilhão da Bienal. Bienal de São Paulo+1
Conceito curatorial e reflexões profundas
A proposta da Bienal de São Paulo para esta edição abraça a ideia de que a humanidade deve ser exercida com escuta, convivência e empatia. Guiada pelo poeta-afrofuturista Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e seus cocuradores, a mostra se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo.
O uso da metáfora do estuário — onde diferentes correntes se encontram e geram novos fluxos — reforça a visão curatorial de confluência entre culturas, histórias e práticas humanas distintas.
Artistas, identidade visual e relevância
A 36ª Bienal de São Paulo reúne 120 artistas no pavilhão principal e mais cinco projetos na Casa do Povo. A identidade visual do evento, desenvolvida pelo estúdio berlinense Yukiko, dialoga com frequências sonoras, ondas polifônicas e a ideia de encontro contínuo, simbolizando o processo de escuta e conexão entre diferentes realidades.
Entre os artistas envolvidos há consagrados e emergentes, com obras em múltiplas linguagens: vídeo, performance, áudio, escultura, escrita e práticas comunitárias. Katia Velo
Informações úteis para visitar
- Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, Portão 3.
- Horários no sábado: a Bienal está aberta até às 20h. 36ª Bienal de São Paulo
- Entrada: gratuita, com ingressos retirados pelo site da Bienal ou direto no local.
- Serviços no pavilhão: Wi-Fi, bicicletário, guarda-volumes, restaurante, guia digital via app Bloomberg Connects, entre outros.
Por que este sábado é especial na Bienal
A Bienal de São Paulo não é apenas uma exposição de arte: é um convite à reflexão sobre o que significa “ser humano” hoje, especialmente em tempos de polarização, desigualdade e rápidas transformações sociais. O concerto de Dexter amplifica essa reflexão, trazendo a música como forma de resistência e memória, enquanto a mostra curatorial reafirma a importância da escuta, do diálogo e da interconexão — valores centrais para essa edição da Bienal.