2ª Estratégia de Educação Midiática é lançada na UNESCO

Estratégia Brasileira de Educação Midiática ganha reforço global em conferência na Colômbia e aprofunda o compromisso do Brasil com a democracia

Crédito: Secom-PR

O Brasil reafirmou seu papel de destaque nas políticas de letramento digital e combate à desinformação com o lançamento da 2ª Estratégia Brasileira de Educação Midiática durante a Global Media and Information Literacy Week 2025 (Semana Global de Alfabetização Midiática e Informacional), da UNESCO, realizada em Cartagena, na Colômbia, em outubro. O anúncio, feito pelo Secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), João Brant, posiciona a nação como uma referência regional na busca por um ecossistema informacional mais justo, confiável e democrático.

A delegação brasileira utilizou a vitrine global para apresentar as principais políticas e resultados alcançados desde o lançamento da primeira estratégia em 2023. Segundo Brant, que representou o ministro da Secom na mesa de encerramento ao lado do Diretor-Geral Adjunto de Comunicação e Informação da UNESCO, Tawfik Jelassi, e do Vice-ministro de Transformação Digital da Colômbia, Oscar Alexander Ballén, a educação midiática é um pilar de sustentação da democracia contemporânea.

“A educação midiática é essencial para fortalecer a democracia. Quando as pessoas têm ferramentas para compreender e participar criticamente do ambiente informacional, o debate público se torna mais justo e mais plural”, destacou João Brant.

A nova fase da política nacional, que é coordenada pela Secom, foca em aprofundar ações cruciais, como a promoção de habilidades críticas para análise de informações, a capacitação de educadores em larga escala e o fortalecimento da cooperação internacional.

🚀 O Salto de Qualidade da Estratégia Brasileira de Educação Midiática

A primeira edição da Estratégia Brasileira de Educação Midiática, lançada em 2023, estabeleceu as prioridades iniciais, com foco na formação de professores e na atenção ao uso de dispositivos por crianças e adolescentes. A segunda edição, agora anunciada, não apenas destaca os instrumentos de implementação da política, mas também celebra os resultados concretos alcançados em articulação com o Ministério da Educação (MEC).

Dentre os avanços mais significativos, que demonstram a capilaridade da política no sistema educacional, destacam-se três marcos:

  • 1. Inclusão em Livros Didáticos: Pela primeira vez na história, a educação midiática foi inserida nos editais do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Isso garante que o tema se tornará conteúdo obrigatório nos livros que chegam a milhões de escolas em todo o Brasil.
  • 2. Formação Massiva de Professores: O Brasil disponibilizou a primeira coleção de cursos sobre Educação Digital e Midiática na plataforma AVAMEC do MEC, resultando em mais de 340.000 certificações gratuitas. Essa iniciativa eleva o nível de competência dos educadores para abordar o tema em sala de aula.
  • 3. Diretrizes Curriculares Nacionais: Foram estabelecidas as primeiras diretrizes nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em ambientes escolares e a integração curricular da educação midiática. O objetivo é que o tema esteja presente nos currículos de todas as escolas do país até 2026.

Internacionalmente, a política também gerou frutos, oportunizando projetos de cooperação com países como França, Dinamarca e Finlândia. Além disso, a temática compõe um dos eixos centrais da Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudanças Climáticas, liderada pelo Brasil em parceria com a UNESCO e a Organização das Nações Unidas.

🤝 Cooperação Global e a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática

Durante a conferência da UNESCO em Cartagena, a Secom marcou presença em três painéis temáticos, reforçando as iniciativas-modelo do país. Um dos destaques foi a parceria com o CLEMI (Centro para Educação Midiática da França) no projeto MídiaCOP, que capacitou professores da região Norte para que seus alunos pudessem realizar a cobertura jornalística e crítica da COP30, inaugurando um modelo inovador de formação focado em sustentabilidade e educação midiática.

A discussão na Rede Latino-Americana de Cidadania Digital da UNESCO também serviu para consolidar o papel do Brasil como referência regional em políticas públicas que harmonizam a formação docente, a pesquisa de ponta e a participação social. O fortalecimento desta frente é evidente: Brasil e França anunciaram a segunda fase da cooperação bilateral, que visa ampliar a formação de educadores em educação midiática e climática para todos os estados brasileiros.

Em solo nacional, e como desdobramento da Global MIL Week, o governo realiza a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática (SBEM), em parceria com o MEC e o apoio da UNESCO. A edição de 2025 do evento tem início nesta terça-feira, 28 de outubro, com abertura presencial em Brasília, estendendo-se com atividades online e presenciais em escolas e universidades por todo o território até o final da semana. A Semana Brasileira de Educação Midiática é o principal palco para a mobilização da sociedade em torno da cidadania digital.

A Estratégia Brasileira de Educação Midiática avança de forma decisiva, enfrentando os desafios da desinformação com o investimento em conhecimento e habilidades críticas. Como afirma o Secretário João Brant, o diálogo e a cooperação, como a estabelecida com a França e a UNESCO, são essenciais: “Enfrentar a desinformação exige redes de confiança e de conhecimento”. O caminho passa, inegavelmente, pela formação de cidadãos cada vez mais aptos a navegar com responsabilidade e discernimento no complexo ambiente digital.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/10/2025
  • Fonte: Sorria!,