130 mil atendimentos em cinco anos de Samu São Bernardo

Para agilizar prestação do socorro, cidade possui bases descentralizadas em pontos estratégicos do município

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Nesta quinta-feira (27), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São Bernardo do Campo completa cinco anos. O serviço de urgência tem conquistado a confiança da população a cada ano: de 2008, ano de criação, até 2012 foram 130.388 atendimentos na cidade.

No primeiro ano foram 8.203 chamados. O número saltou para 23.824 em 2009, 31.758 em 2010 e 38.305 em 2011. No ano passado foram 28.298 atendimentos.

Para comemorar a data, técnicos dos serviços de resgate de toda a região do ABCD participaram nesta quinta-feira (27), no anfiteatro da Uniban, de um workshop que abordou temas como atendimento a ocorrências com múltiplas vítimas, o cuidado com pacientes psiquiátricos, a capacitação em motolâncias, a interação com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar e a conduta das equipes em cenas de crime.

Um dos palestrantes foi o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, que atuou na implantação do Samu no Brasil na época em que trabalhou no Ministério da Saúde. Outro profissional que esteve no encontro foi o médico Paulo de Tarso Monteiro Abrahão, titular da Coordenação Geral de Urgência e Emergência (CGUE), do Ministério da Saúde, e que possui mais de 20 anos de experiência nessa área.

Samu – Mantido pela Prefeitura, por meio de convênio com o Governo Federal, o Samu dispõe de médicos, enfermeiros e outros profissionais preparados para atender aos chamados 24 horas por dia.

Em São Bernardo, para agilizar a prestação de socorro, o Samu conta com bases descentralizadas em pontos estratégicos, incluindo as nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.  A solicitação de socorro deve ser feita pelo 192, número que gera uma ligação gratuita tanto de telefones fixos como de celulares. As ligações são recebidas por um médico regulador, responsável pela avaliação do caso.

Esse profissional dá as primeiras orientações sobre o socorro, enquanto a pessoa aguarda a chegada da ambulância. Caberá a ele também comunicar as unidades de pronto atendimento ou os hospitais públicos sobre o encaminhamento do paciente.  Já nos casos de menor gravidade, o médico poderá orientar a pessoa a procurar a unidade de saúde mais próxima, que poderá ser mais resolutiva para o caso em questão.

Em geral, o Samu deve ser acionado nas situações de colisão entre veículos com vítimas, acidentes com múltiplas vítimas, acidentes com produtos perigosos, trabalho de parto em andamento, suspeita de enfarto ou derrame, intoxicações e insuficiência respiratória.

O coordenador do SAMU de São Bernardo, Rodrigo Sacchi, aconselha que, ao telefonar para o 192, os munícipes tenham calma e respondam às perguntas formuladas pelo médico que atende a chamada. “Muitas vezes a pessoa fica ansiosa e incomodada com as perguntas, mas é fundamental que o médico tenha informações precisas sobre o estado de saúde da vítima para que se possa determinar qual o tipo de ambulância necessário, a prioridade do atendimento e para qual serviço de saúde ele será encaminhado”, explica Sacchi.

Trotes – O coordenador local do SAMU adverte para os transtornos causados pelos trotes, que hoje correspondem a cerca de 30% das ligações telefônicas. “As perguntas que são feitas a quem faz a chamada também têm o objetivo de identificarmos se é um trote, mas nem sempre é possível confirmar isso. Quando a ambulância é deslocada desnecessariamente, ela deixa de atender pessoas que realmente precisam de ajuda e isso pode significar a perda de vidas”, afirma.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/06/2013
  • Fonte: Sorria!,