Zimbábue quer extraditar caçador dos EUA que matou leão
O Zimbábue entrou com um pedido de extradição do dentista norte-americano Walter James Palmer, que matou Cecil, um leão que estava sob proteção, disse nesta sexta uma ministra zimbabuana
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 31/07/2015
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
“Por desgraça, é muito tarde para deter o caçador estrangeiro porque ele já fugiu para seu país de origem”, disse em entrevista coletiva a ministra do Meio Ambiente, Oppa Muchinguri. “Pedimos às autoridades responsáveis sua extradição ao Zimbábue, para que ele assuma suas responsabilidades.”
Na terça-feira, Palmer emitiu um comunicado, no qual disse que confiou em dois guias para assegurar que a caçada era legal. Dois zimbabuanos, um caçador profissional e o proprietário de uma granja, estão detidos por envolvimento na morte do leão, que gerou indignação mundial. A ministra disse que o governo deseja que o norte-americano seja julgado no Zimbábue, porque violou leis do país.
De acordo com Muchinguri, tanto Palmer como o caçador profissional Theo Bronkhorst violaram a lei de controle de caça do país. Palmer, que teria desembolsado US$ 50 mil para caçar o leão, também violou a lei ao pagar por uma caçada ilegal. Já o dono da granja violou a lei porque permitiu que ocorresse a caçada sem permissão e sem ter feito um pagamento necessário.
Os EUA e o Zimbábue têm um tratado de extradição vigente. Nesta sexta-feira, a embaixada norte-americana não deu declarações a respeito.