Zezé Motta e Edvaldo Santana se apresentam no Sesc Santo André
Unidade também recebe Cláudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar para lançamento do disco A Paixão Segundo Catulo, uma homenagem ao poeta Catulo da Paixão Cearense
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 26/10/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Sesc Santo André abre o mês de novembro com nomes marcantes da música popular brasileira. No dia 2, feriado, o Teatro recebe Zezé Motta para o show Divina Saudade, uma homenagem às canções imortalizadas na voz de Elizeth Cardoso. No dia seguinte, sábado, Cláudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar interpretam músicas do cancioneiro popular no show de lançamento do disco A Paixão Segundo Catulo, do Selo Sesc SP. Dia 9, sexta-feira, o cantor e compositor Edvaldo Santana apresenta seu oitavo disco, “Só Vou Chegar Mais Tarde”, resultado de mais de 40 anos de carreira. Confira os shows que abrem a programação musical de novembro no Sesc Santo André.
Divina Saudade, com Zezé Motta
Dia 2/11, sexta-feira, às 20h.
Ingressos nos valores de R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online no Portal Sesc SP ou nas Bilheterias da Rede Sesc.
Neste show intimista, Zezé Motta interpreta sucessos imortalizados na voz de Elizeth Cardoso, considerada uma das primeiras damas da música popular brasileira e pioneira da Bossa Nova. Além de ser a primeira cantora popular a interpretar Villa-Lobos e uma das grandes responsáveis por trazer à tona a obra de esquecidos sambistas.
Elizeth iniciou sua trajetória exatamente na explosão da música popular, na década de 1920, graças às suas ligações familiares à comunidade baiana que tanto contribuiu para a consolidação do samba no Rio de Janeiro. Elizeth começou cantando em um dos principais programas da Rádio Guanabara, o Programa Suburbano, ao lado de grandes nomes, como Noel Rosa, Vicente Celestino , Araci de Almeida e Marília Batista. Seu cantar agradou tanto Noel, que tirou seu violão da caixa e ensinou-a cantar o samba Quem Ri Melhor. O que mais impressionava na jovem cantora era seu potencial. Ela interpretava as músicas do repertório de Vicente Celestino no mesmo tom do cantor.
“A Divina”, como Elizeth ficou conhecida, levou seu canto a muitas partes do mundo, como Costa Rica, Guatemala, Estados Unidos, Bolívia, Japão. Em cada lugar que passava, emocionava plateias com sua voz, e sua vida é cerada de fatos curiosos e marcantes. No dia 7 maio de 1990, o Brasil perde Elizeth, vítima de um câncer no estômago. O corpo velado no Teatro João Caetano, foi coberto pelas bandeiras do Bola Preta, da Escola de Samba Portela e do Flamengo.
No show Divina Saudade, Zezé Motta – nome artístico que foi dado por sua comadre Marília Pera – interpreta canções que ficaram marcadas pela voz de Elizeth com toda a originalidade e voz poderosa de uma das maiores intérpretes do país. O show em formato intimista aproxima o público da cantora, que acolhe a plateia com repertório recheado de samba, bossa nova e composições gravadas nos anos dourados do rádio.
Zezé Motta nasceu no Campo dos Goitacazes, no Rio de Janeiro, em 1944. Após estudar teatro no Tabaldo, curso de Maria Claro Machado, Zezé começou sua carreira como atriz em 1967, atuando em peças como “Roda-Viva”, “Fígaro-fígaro”, “Arena conta Zumbi”, entre outras, além de atuar no filme “Xica da Silva”, de Cacá Diegues.
Zezé iniciou sua carreira de cantora em 1971 em casas noturnas como Balacobaco e Telecoteco. Ainda na década de 1970, fez show no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro responsável por impulsionar sua carreira. O primeiro disco veio em 1978, “Zezé Motta”, seguido por “Negritude”, “Dengo”, “Frágil Força”, “Chave dos Segredos”, “Quarteto Negro”. Entre seus maiores sucessos estão as interpretações de “Dores de Amores”, “Magrelinha” (ambas de Luiz Melodia), “Trocando em Miúdos” (Chico Buarque/ Francis Hime), “Prazer Zezé” (Rita Lee/ Roberto de Carvalho), entre outras. Zezé Motta é cantora, atriz, mãe de seis filhos, ativista. Tem 50 anos de carreira, e possui no currículo 14 discos, 35 novelas e mais de 40 filmes.
A Paixão Segundo Catulo,
com Cláudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar
Dia 3/11, sábado, às 20h.
Ingressos nos valores de R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online no Portal Sesc SP ou nas Bilheterias da Rede Sesc.
Nesse show de lançamento do disco A Paixão Segundo Catulo, Claudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar entoam pérolas do nosso cancioneiro popular como Luar do Sertão, Flor Amorosa, Ontem ao Luar, Por um Beijo, Rasga o Coração, Talento e Formosura, entre outras canções, arranjadas pelo flautista e saxofonista Mário Sève, idealizador e produtor do álbum.
Para lembrar o poeta Catulo da Paixão Cearense, “o mais famoso letrista brasileiro no início do século XX”, o Selo Sesc SP lança em 2018 o já aclamado A Paixão Segundo Catulo, com participação de um notável elenco. Leila Pinheiro, Joyce Moreno, Claudio Nucci, Rodrigo Maranhão, Mariana Baltar, Alfredo Del-Penho, Carol Saboya e Lui Coimbra entoam pérolas do nosso cancioneiro popular. Para o show no Sesc Santo André, sobem ao palco Claudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar para interpretar canções presentes no disco.
Edvaldo Santana
Dia 9/11, sexta-feira, às 21h.
Ingressos nos valores de R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online no Portal Sesc SP ou nas Bilheterias da Rede Sesc.
O artista paulistano Edvaldo Santana, que conta com mais de 40 anos de estrada, lança nesta apresentação seu oitavo álbum, “Só Vou Chegar Mais Tarde”, e apresenta um show intimista próximo ao público com voz e violão, guitarra e percussão.
Especialista em misturar blues e rock com ritmos brasileiros, Edvaldo é o responsável pela produção de seu novo álbum, em parceria com Luiz Waack, seu parceiro de longa data e que também o acompanha na apresentação, junto dos músicos Ricardo Garcia, na percussão, e Reinaldo Chulapa, no baixo, além das participações especiais de Rita Benneditto e Alzira E.
O show traduz a capacidade de Edvaldo de reunir em suas canções uma diversidade de estilos como blues, samba, rock, salsa e reggae, temperados com banjo e gaita, sempre preservando sua sonoridade característica. No disco, as peculiaridades do artista paulistano como fusões de ritmos, gêneros e sotaques estão mais acentuadas. Ora remetem ao jazz e ao blues do começo do século passado, ao samba bossa dos anos 1950, ora aos charmes latinos do bolero e do reggae incorporado numa atitude rock and roll do final dos anos 1960. As letras trafegam pelo cotidiano urbano, pelos conflitos sociais, pela diversidade dos nossos costumes e sentimentos.
Temas sociais são evidenciados em canções como ”Domínio” e “O Retorno do Cangaço”, faixa mais experimental do álbum. Jazz e blues aparecem em músicas como “Fazendo pra Aprender” e “Arte Depura”, realçados por instrumentações diferentes, enquanto uma é conduzida por piano, baixo e trompete a outra é levada pelo suingue das congas, harmonizadas por banjo, cavaquinho e gaita.
A latinidade e o samba estão sempre presentes na obra de Edvaldo na faixa“Ando Livre”, bolero conduzido por violão e sanfona, e conta com a participação especial da cantora Rita Benneditto, que canta o Brasil do cerrado à caatinga. “Dom” homenageia Sócrates, ídolo de ideias libertárias no futebol, e “Gelo no Joelho”, composta em parceria com Luiz Waack, é uma crônica bem humorada sobre a atividade futebolística, com arranjo de metais como nas orquestras de gafieira.
Edvaldo Santana nasceu em 17 de agosto de 1955, em São Paulo. Iniciou sua carreira na década de 1970, com sua peculiar mistura de blues com música urbana. Gravou seu primeiro disco em 1975, ao lado dos amigos Fernando Teles, Luciano Bongo e Zé Bores, na banda que ficou conhecida como Matéria Prima, responsável pelo sucesso “Maria Gasolina”. Nos anos 1980, Edvaldo integrou o Movimento Popular de Arte, e gravou um disco coletânea lançado em 1985. Ao longo de sua carreira, firmou parcerias com Tom Zé, Paulo Leminsky, Haroldo de Campos e Arnaldo Antunes, e em seu novo trabalho, Edvaldo se mostra um veterano trovador dos palcos brasileiros, soando mais sereno, mais musical e brasileiro do que nunca.