Zema minimiza baixos índices e cita "virada" de 2018
Com 31% em eventual segundo turno, o governador Zema afirma não ter medo de números pequenos e critica falta de transparência em Brasília.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), demonstrou otimismo nesta quinta-feira (15) ao comentar o desempenho de sua pré-candidatura presidencial na pesquisa Genial/Quaest. Durante evento na cidade de Serra da Saudade, o gestor afirmou estar “felicíssimo” com os resultados, apesar de os números o colocarem distante dos líderes da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Para Zema, o momento atual da campanha nacional guarda semelhanças com o início de sua trajetória política em 2018. “Oito anos atrás, quando eu comecei a minha campanha em Minas, o meu número era dez vezes menor do que esse. Eu não tenho medo de número pequeno”, declarou, enfatizando que sua estratégia será percorrer o Brasil para apresentar propostas focadas em transparência e combate à corrupção.
Comparativo de Cenários no Segundo Turno
A pesquisa Genial/Quaest detalha o potencial de voto da direita em confrontos diretos contra o presidente Lula. Embora Zema apareça com uma desvantagem de 15 pontos percentuais no segundo turno, ele mantém uma base sólida de eleitores indecisos ou que optam pelo voto nulo.
| Candidato de Oposição | Intenção de Voto (2º Turno) | Votos de Lula (2º Turno) |
| Tarcísio de Freitas | 39% | 44% |
| Flávio Bolsonaro | 38% | 45% |
| Romeu Zema | 31% | 46% |
Numericamente, Zema também pontua abaixo de Ratinho Jr. (PR) e Ronaldo Caiado (GO). Contudo, o mineiro aposta no desgaste do atual governo federal para inverter os índices. Ele criticou o sigilo de documentos em Brasília, contrastando com o modelo mineiro de gestão: “Em Minas nós mostramos tudo; em Brasília só daqui a cem anos”.
A Estratégia da “Sola de Sapato”
O governador relembrou que, em 2018, sua vitória sobre Fernando Pimentel e Antonio Anastasia foi construída através de visitas a mais de 200 municípios. Para 2026, Zema planeja repetir a dose, utilizando as entregas de seu governo em Minas como vitrine nacional. Segundo ele, a “competência técnica” será o diferencial para atrair o eleitorado que hoje se diz indeciso (4%) ou propenso ao voto branco/nulo (19%).
A análise dos dados da Quaest indica que a margem de erro é de dois pontos percentuais, o que coloca a oscilação negativa de Zema (de 33% para 31% desde dezembro) dentro de uma estabilidade técnica. A meta do Partido Novo é consolidar o nome de Zema como o principal interlocutor do liberalismo econômico na centro-direita, especialmente se outros nomes sofrerem impedimentos jurídicos ou políticos até a convenção partidária.