Yago Dora conquista título da World Surf League em final histórica
Yago Dora faz história e conquista título da WSL, elevando Brasil a 8 conquistas em 11 anos!
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 02/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O surfista Yago Dora, aos 29 anos, conquistou o cobiçado título da World Surf League (WSL) ao derrotar o americano Griffin Colapinto na final do torneio, que ocorreu em Cloudbreak, nas Ilhas Fiji. Com uma atuação sólida e convincente, o atleta de Curitiba, atualmente residente em Florianópolis, obteve uma pontuação total de 15.66, superando Colapinto que ficou com 12.33, sem a necessidade de realizar uma bateria adicional.
Essa vitória representa um importante marco na história do surfe brasileiro, conhecido como a “Brazilian Storm”, elevando o número de títulos mundiais para oito em apenas onze anos. Yago se junta a uma elite de surfistas brasileiros que inclui Gabriel Medina, Filipe Toledo, Adriano de Souza e Italo Ferreira, todos os quais têm sido protagonistas no circuito mundial desde 2014.
Uma Vitória Marcante
Dora garantiu sua vaga na final por ter terminado a temporada regular da WSL na liderança do ranking. Por outro lado, Colapinto havia avançado após eliminar adversários notáveis em etapas anteriores, incluindo o brasileiro Italo Ferreira. Para desbancar Yago e levar o troféu para casa, Colapinto precisaria vencer duas baterias consecutivas, tarefa que se mostrou impossível.
Com escolhas estratégicas de ondas e manobras impressionantes, Yago demonstrou controle emocional e habilidade técnica apurada. Ele iniciou a disputa com uma nota de 7.33 em uma onda bem surfada à esquerda e seguiu com uma nota de 8.33 – a maior da final – após executar uma manobra crítica. Embora Colapinto tenha conseguido momentaneamente liderar a disputa, não alcançou a consistência necessária para manter-se à frente e precisava de um 9.33 na última tentativa, mas não teve sucesso.
A vitória foi celebrada por sua família e namorada que acompanhavam a competição de uma embarcação próxima. Visivelmente emocionado, Yago expressou sua gratidão pelo suporte recebido ao longo da carreira: “Senti essa energia desde que cheguei em Fiji. Sempre acreditei que esse título era possível. Estou muito feliz por trazer essa conquista para o Brasil”, afirmou.
A comemoração foi recheada de emoções, com seus pais visivelmente tocados pela conquista do filho, compartilhando abraços e lágrimas em meio ao deslumbrante cenário azul-turquesa de Cloudbreak.
Desempenho de Italo Ferreira
O também brasileiro Italo Ferreira teve um desempenho notável na competição. Na fase inicial dos Finals, ele venceu o australiano Jack Robinson com notas sólidas de 6.83 e 7.50, totalizando 14.33 contra 5.83 do adversário. Contudo, na rodada seguinte, acabou sendo eliminado por Colapinto.
Italo registrou um total de 13.67 com notas de 7.00 e 6.67, enquanto Colapinto obteve notas de 8.00 e 8.33 garantindo sua vaga na semifinal. Apesar da eliminação precoce, Ferreira reafirmou seu compromisso com o surfe: “Essas derrotas não abalam minha vontade de continuar competindo. Faz parte do processo”, declarou após a disputa.
Disputa Feminina: Virada de Molly Picklum
No circuito feminino, o título também foi decidido em Cloudbreak entre a australiana Molly Picklum e a americana Caroline Marks no formato melhor de três baterias. Marks começou forte ao vencer a primeira bateria com notas de 12.50 contra 10.50 da rival; entretanto, Picklum respondeu com firmeza vencendo as duas baterias seguintes com notas expressivas: 15.83 a 8.03 e 16.93 a 6.24, encerrando assim o ano no topo do surfe feminino.
Retrospectiva Brasileira na WSL
Desde 2014, o Brasil tem se destacado no campeonato mundial da WSL com conquistas significativas. Gabriel Medina é tricampeão (2014, 2018 e 2021), Adriano de Souza venceu em 2015, Italo Ferreira conquistou seu título em 2019 e Filipe Toledo se consagrou bicampeão em 2022 e 2023; agora Yago Dora adiciona mais um troféu à impressionante coleção brasileira.
Em apenas três ocasiões — em 2016, 2017 e agora em 2023 — o título foi conquistado por um surfista não brasileiro; nestes anos, John John Florence do Havai foi o campeão. A interrupção da competição em 2020 devido à pandemia não diminuiu o domínio brasileiro que continua crescendo no cenário internacional do surfe.