Xeque-Mate 6 da PF mira em fraudes cometidas por vereadores na Paraíba
A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje, 4, a sexta fase da Operação Xeque-Mate para investigar suposta "mercantilização dos mandatos" de quatro vereadores de Cabedelo, na Paraíba
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/12/2019
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O esquema era realizado com superfaturamento de contratos de coleta de lixo da prefeitura da cidade.
A fraude na coleta de lixo foi objeto da terceira etapa da operação, desencadeada em março. Na ocasião, a PF indicou que os contratos investigados superavam a quantia de R$ 42 milhões.
Na manhã desta quarta, cerca de 20 policiais federais e quatro auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem oito mandados de busca e apreensão nas casas dos parlamentares investigados. A ação conta ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco/MPPB).
As ordens foram expedidas pelo juízo da 1ª Vara da Comarca de Cabedelo, que determinou ainda o afastamento dos vereadores. A CGU indicou que, ao analisar a aplicação dos recursos destinados à limpeza urbana na Prefeitura de Cabedelo, entre 2014 e 2018, identificou indícios de “montagem de processos licitatórios” e direcionamento na contratação da empresa responsável por tais serviços.
De acordo com as investigações, a companhia devolvia mensalmente o excedente contratual a título de propina, sendo os valores utilizados pelo grupo criminoso investigado pela Xeque-Mate. A CGU apontou que o dinheiro teria sido utilizado, nas vésperas da eleição de 2016, para a compra de apoio político de candidatos a vereadores.
Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e fraude licitatória.
A primeira fase da operação foi deflagrada em abril de 2018, mas em 2019 foram realizadas três outras fases da investigação.
Em maio, a quarta etapa da “Xeque-Mate” apurou a possível “cooptação” do conselheiro Fernando Catão do Tribunal de Contas do Estado para “impedir a construção de um empreendimento comercial em Cabedelo em benefício de um empresário”.
Já a Xeque-Mate 5 foi desencadeada em outubro, para investigar suspeita de fraudes e desvios de recursos públicos federais destinados à aquisição de medicamentos pela prefeitura de Cabedelo.