Wolney Queiroz assume ministério da Previdência após saída de Carlos Lupi

O Palácio do Planalto anunciou nesta sexta (2) que Lula convidou Wolney para ocupar o cargo. A substituição será publicada em edição extra do Diário Oficial da União

Crédito: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O Palácio do Planalto confirmou na última sexta-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Wolney Queiroz Maciel para assumir o cargo de Ministro da Previdência. A nomeação será formalizada em uma edição extra do Diário Oficial da União.

A escolha de Queiroz, que atualmente exerce a função de secretário-executivo da Previdência e é um dos principais aliados de Carlos Lupi, reflete uma tentativa do governo em manter a estabilidade na pasta após a recente saída de Lupi. O ex-ministro pediu demissão em meio a crescentes pressões devido a um escândalo relacionado a descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS, que está sob investigação pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Com 52 anos, Wolney Queiroz traz consigo uma longa trajetória política. Ele foi deputado federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) durante seis mandatos consecutivos, tendo exercido esse cargo desde 1995 até 2022, quando não obteve reeleição. Durante seu último mandato na Câmara, Queiroz atuou como líder de um bloco oposicionista ao governo Jair Bolsonaro, unindo parlamentares de inclinação mais à esquerda.

Nascido em Caruaru, Pernambuco, Wolney é membro do PDT desde os 19 anos e nunca se filiou a outra legenda. Sua carreira política teve início em 1993 como vereador em sua cidade natal, e no ano seguinte foi eleito deputado federal, assumindo o cargo com apenas 22 anos, tornando-se o parlamentar mais jovem do Brasil naquela época. Ao longo de sua atuação na Câmara dos Deputados, ocupou a presidência das comissões de Educação e Cultura e de Trabalho, Administração e Serviço Público.

A escolha de Queiroz também visa mitigar a insatisfação dentro do PDT com a saída de Carlos Lupi, assegurando assim que o partido permaneça alinhado ao governo Lula. A decisão ressalta a importância da coesão política no atual cenário administrativo brasileiro.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/05/2025
  • Fonte: FERVER