Windows 10 sem suporte: veja os riscos e o que fazer
Com o fim das atualizações de segurança, milhões de usuários do sistema da Microsoft ficam vulneráveis a ameaças.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A era do Windows 10 chegou oficialmente ao fim nesta terça-feira (14). Lançado em 2015, o popular sistema operacional da Microsoft não receberá mais atualizações de segurança ou suporte técnico, deixando milhões de usuários diante de uma decisão importante: atualizar, pagar por suporte estendido ou arriscar a segurança de seus dados.
A recomendação oficial da Microsoft é clara: migrar para o Windows 11, disponível desde 2021, para garantir a proteção contínua. No entanto, a transição não é simples para todos.
LEIA MAIS: Novo malware ameaça usuários do WhatsApp Web no Brasil
Quais os riscos de continuar usando o Windows 10?
Especialistas alertam que a principal consequência é a exposição a ataques cibernéticos. Sem as correções de segurança que a Microsoft fornecia, qualquer nova vulnerabilidade descoberta pode ser explorada por hackers. Usar o Windows 10 a partir de agora se torna progressivamente mais perigoso.
“Ao deixar de receber as atualizações, ele não estará mais protegido contra as ameaças cibernéticas mais recentes“, alerta Martin Kraemer, analista de segurança da KnowBe4. Ele complementa dizendo que o Windows 10 tende a se tornar um alvo preferencial para criminosos digitais.
Além da segurança, a funcionalidade de outros programas também pode ser comprometida. Paddy Harrington, analista da Forrester, explica o efeito cascata: “Os desenvolvedores dependem do sistema operacional para garantir certas funções. Sem atualizações, o fornecedor não pode garantir que seu aplicativo continue funcionando corretamente“.
Um problema que afeta milhões de usuários
A Microsoft não divulgou o número exato de usuários que serão impactados pela decisão. No entanto, dados da Consumer Reports indicam que, em agosto, cerca de 650 milhões de pessoas ainda utilizavam o sistema operacional globalmente.
O cenário é ainda mais preocupante quando se considera a compatibilidade de hardware. O Public Interest Research Group estima que até 400 milhões de computadores podem ser incompatíveis com os requisitos do Windows 11.
A medida gerou protestos. Nos EUA, a Consumer Reports criticou a venda de máquinas incompatíveis com o novo sistema até 2023, o que as torna obsoletas em poucos anos. Na França, uma coalizão de 22 associações exige que a Microsoft ofereça atualizações gratuitas até 2030.

Alternativas para quem não pode atualizar
Para quem possui um PC que não pode rodar o Windows 11, a Microsoft oferece uma saída temporária: um pacote de atualizações de segurança estendidas. O custo é de US$ 30 (cerca de R$ 163) por um ano.
Muitos se perguntam se um bom antivírus seria suficiente para proteger o Windows 10. Os especialistas são céticos. “A proteção desses programas tem um limite. É melhor do que nada, mas essa é uma solução temporária”, afirma Paddy Harrington.
Outra opção viável é migrar para um sistema operacional diferente, como o Linux, que é gratuito e continua recebendo atualizações constantes. “Se os aplicativos forem compatíveis com esse sistema operacional e as ferramentas de gerenciamento e segurança o suportarem, é uma boa opção“, conclui Harrington. A recomendação geral é não utilizar um Windows 10 desatualizado, especialmente para tarefas sensíveis como transações bancárias.