Wagner Moura estrela remake de clássico iraniano
Consolidado em Hollywood, Wagner Moura protagoniza releitura de "Gosto de Cereja" e estreia na direção em língua inglesa com elenco estrelar.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 31/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O ator e cineasta brasileiro Wagner Moura vive um dos momentos mais prolíficos e ambiciosos de sua carreira internacional em 2026. Após conquistar o público global com atuações memoráveis, o artista agora assume o desafio de protagonizar a nova versão de “Gosto de Cereja“, obra-prima do mestre iraniano Abbas Kiarostami. O projeto promete manter o rigor existencial e a profundidade filosófica que garantiram ao filme original a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1997.
Embora o cronograma oficial de filmagens e a data de estreia ainda sejam mantidos sob sigilo pela produção, a escalação de Wagner Moura é vista por analistas de cinema como um movimento estratégico para unir a força do cinema sul-americano à tradição do realismo iraniano, explorando temas como vida, morte e a condição humana em paisagens áridas e contemplativas.
Estreia na direção em Hollywood: “Last Night at the Lobster”
Paralelamente ao trabalho como ator, Wagner Moura expande suas fronteiras como diretor nos Estados Unidos. Atualmente em fase de pré-produção, o filme “Last Night at the Lobster” marca a primeira incursão do brasileiro na direção em língua inglesa. Trata-se de uma adaptação do aclamado livro de Stewart O’Nan, que equilibra drama e comédia em uma narrativa sensível.
Para este projeto, Moura reuniu um elenco de peso que reflete sua influência na indústria norte-americana:
- Elisabeth Moss: Vencedora do Emmy e protagonista de The Handmaid’s Tale;
- Brian Tyree Henry: Indicado ao Oscar e estrela de Atlanta e Eternos;
- Sofia Carson: Estrela em ascensão e protagonista do sucesso Continência ao Amor.
A trama explora a última noite de funcionamento de um restaurante de rede, focando na jornada emocional do gerente e seus funcionários diante do encerramento iminente. É o segundo longa-metragem dirigido por Moura, sucedendo o premiado Marighella (2019).
O legado de Kiarostami e a nova fase de Wagner Moura
A escolha de Wagner Moura para revisitar o universo de Kiarostami não é por acaso. O filme original de 1997 narra a história de um homem que dirige por estradas desertas em busca de alguém que aceite uma tarefa incomum após seu suicídio. O minimalismo e a força dos diálogos exigem uma entrega dramática que se tornou a marca registrada do ator brasileiro.
Essa transição entre produções autorais e o comando de grandes elencos em Hollywood sinaliza que Wagner Moura não é mais apenas um “importador” de talento para os EUA, mas um criador de conteúdo com voz própria no mercado global. Com projetos que transitam entre a comédia dramática americana e o existencialismo clássico, o artista reafirma sua posição como o maior expoente do Brasil no cinema contemporâneo mundial em 2026.