Wagner Moura critica PL do streaming e gera reação

O ator Wagner Moura classificou o Projeto de Lei (PL) do streaming como "muito ruim" e "bizarro" em um vídeo, pedindo a intervenção do Ministério da Cultura

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O ator Wagner Moura, conhecido internacionalmente por seu papel em “O Agente Secreto“, gerou um intenso debate no setor audiovisual ao criticar o Projeto de Lei (PL) do streaming (PL 8889/2017), que aguarda votação no Senado. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Moura classificou a proposta como “muito ruim” e “bizarra“, fazendo um apelo direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o Ministério da Cultura (MinC) atue sobre o texto.

Críticas de Wagner Moura e reações da classe artística

A manifestação de Wagner Moura provocou respostas imediatas. A produtora Paula Lavigne, em áudio para a coluna Mônica Bergamo (Folha de S. Paulo), criticou a postura do ator: “A gente acorda com um vídeo do nosso ‘maravilhoso’ Wagner Moura cobrando o MinC e o governo, como se o MinC e o governo não fizessem nada”.

Lavigne, que se identifica como progressista, defendeu os esforços do Ministério da Cultura e sugeriu que a crítica de Moura pode fazer parte de uma tentativa de desestabilização da ministra Margareth Menezes.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) também se manifestou, ressaltando a dificuldade de aprovar um texto ideal devido à composição desfavorável do Congresso: “É importante esclarecer à classe artística que nós ganhamos a eleição para a presidência da República e perdemos para o Congresso”.

O Ponto central da crítica de Wagner Moura

No vídeo, Wagner Moura focou sua crítica na tributação prevista no PL. O projeto propõe que plataformas como Netflix e Prime Video paguem uma taxa de 4% sobre sua receita bruta anual ao governo.

Moura argumentou que o texto é falho ao permitir que essas empresas usem parte dos recursos da taxação para investir em seu próprio conteúdo, em vez de direcionar a totalidade da verba ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que financia a produção independente brasileira.

O PL 8889/2017 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025 e agora segue para análise no Senado Federal.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 13/12/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo