‘Vou pôr para votar o Orçamento impositivo’, diz Eduardo Cunha

O presidente da Câmara considera página virada a disputa que travou com o PT e o Planalto ao longo do processo de eleição, mas declarou que vai colocar em votação o Orçamento impositivo

Crédito: Marcelo Camargo/Agência-Brasil

– Depois da acirrada disputa pela presidência da Câmara, o senhor acha que o PMDB e o PT devem continuar como parceiros na próxima eleição presidencial?
EDUARDO CUNHA – Isso é uma coisa partidária. Eu, como presidente da Câmara, não posso falar sobre isso. Seria passar por cima da posição partidária. Isso é uma coisa que o partido vai ter que responder no seu devido tempo e na sua devida forma. Mas o governo trabalhou na campanha do Arlindo Chinaglia (PT-SP).

AGÊNCIA ESTADO – No discurso, o senhor citou essa interferência.
EDUARDO CUNHA – Eu fui muito claro quando me perguntaram sobre isso. E a Casa já respondeu.

AGÊNCIA ESTADO – Na avaliação do senhor, onde o governo errou ao interferir no processo da disputa pela presidência da Câmara?
EDUARDO CUNHA – Errado é a interferência de um poder no outro. Eu reclamei.

AGÊNCIA ESTADO – Ficarão sequelas da eleição?
EDUARDO CUNHA – Eu tenho que tratar das questões que cabem ao presidente do Poder. Eu não vou passar no exercício da presidência da Câmara qualquer tipo de resquício que seja gerado pela disputa. E agora, o que houver de sequela já é problema partidário.

AGÊNCIA ESTADO – Qual é o primeiro passo de sua pauta de votação na Câmara?
EDUARDO CUNHA –  Amanhã (hoje), nós vamos votar o Orçamento impositivo. Vou pôr para votar. Se houver acordo, vai votar.

AGÊNCIA ESTADO – Não é o primeiro confronto? O governo não quer essa votação.
EDUARDO CUNHA – O texto da emenda constitucional que será votado foi aprovado pelo governo. Não teve contestação. Pode votar com tranquilidade. Se não der, cada um vota do que jeito que lhe convier.

AGÊNCIA ESTADO – Como o senhor viu a inferência do governo para fortalecer, por exemplo, o PSD do ministro Gilberto Kassab em prejuízo do PMDB?
EDUARDO CUNHA – Eu não falo pelo PMDB. Quem tem que falar é o Michel Temer (vice-presidente da República e presidente do PMDB).

AGÊNCIA ESTADO – A presidente Dilma Rousseff ligou para o senhor na segunda-feira. Foi um sinal de início do diálogo do Planalto com o senhor?
EDUARDO CUNHA – Ela ligou para me cumprimentar. Só isso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Sorria!,