Vocalista do Green Day ataca o ICE e figuras do governo Trump
O vocalista do Green Day pediu a renúncia de agentes de imigração e alterou letras clássicas para citar Jeffrey Epstein.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 07/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O clima político nos Estados Unidos ferveu durante o show do Green Day nesta sexta-feira (6). Billie Joe Armstrong, conhecido por não poupar críticas às instituições americanas, utilizou o palco para um protesto direto contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Em um discurso contundente, o vocalista instou os agentes a abandonarem seus postos, alegando que serão descartados por políticos como Donald Trump, JD Vance e Stephen Miller assim que não forem mais úteis.
“Larguem esse emprego de merda. Larguem esse emprego horrível que vocês têm”, disparou Armstrong. A fala ocorre em um momento de alta tensão migratória nos EUA e apenas dois dias antes de a banda se apresentar nos eventos do Super Bowl, que terá Bad Bunny como atração principal.
Críticas nominais e referências a Jeffrey Epstein
Além do discurso contra o ICE, o Green Day atualizou clássicos do repertório para refletir escândalos recentes. Durante a execução de “Holiday“, Armstrong alterou um dos versos mais famosos da canção para citar a “Ilha de Epstein“, em alusão aos arquivos e investigações envolvendo o falecido financista Jeffrey Epstein. A mudança foi recebida com surpresa e aplausos pelo público, reforçando a faceta da banda de comentarista ácida da realidade norte-americana.
A governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, e o estrategista Stephen Miller também foram alvos das críticas de Billie Joe, que acusou a cúpula política conservadora de tratar os agentes de campo como “um péssimo hábito” que será descartado em breve. “Venham para este lado da linha”, convidou o músico, em um apelo pela deserção dos cargos federais de fiscalização.
Homenagem do vocalista do Green Day à Minneapolis e contexto de violência
O show também teve momentos de solenidade. Billie Joe Armstrong dedicou uma das canções à cidade de Minneapolis, palco de uma tragédia recente onde um homem perdeu a vida após ser baleado por um agente do ICE. O gesto conectou o protesto político à realidade local, trazendo para o palco o luto e a revolta de comunidades impactadas pela atuação das agências de imigração.
Com essa performance, o Green Day reafirma seu posto como uma das vozes mais politizadas do rock mundial. A expectativa para a aparição da banda no Super Bowl deste domingo agora é acompanhada de uma pergunta frequente na imprensa americana: o grupo manterá o tom crítico diante de uma audiência global de centenas de milhões de pessoas?
O Green Day e o ativismo punk em 2026
Desde o lançamento de American Idiot, há duas décadas, o grupo consolidou uma marca de oposição frontal aos governos de direita. Em 2026, com o retorno de Donald Trump e sua equipe ao poder, a banda parece ter encontrado novo fôlego para suas mensagens de resistência, unindo a energia do punk com pautas sociais urgentes.