Vladimir Putin é reeleito presidente da Rússia e terá mandato até 2024

Com 99,8% das urnas apuradas às 3h30 desta segunda-feira (horário de Brasília), Putin registrou mais de 76,67% dos votos, de acordo com a Comissão Eleitoral Central

Crédito: Alexander Zemlianichenko/AP

Ele teve mais de 56 milhões de votos, número que supera seu recorde de 2004.

Há 14 anos, cerca de 49,5 milhões de votos foram computados para Putin, enquanto, em 2012, a votação para foi menor, com 45, 6 milhões de votos.

Putin, que parte para o quarto mandato como presidente, fez duas declarações após a eleição. Em rápido discurso feito na Praça Vermelha, em Moscou, o líder agradeceu o apoio de seus eleitores e disse que eles formam uma “equipe conjunta e eu sou membro dessa equipe”. Ele expressou esperança de um “trabalho frutífero que resultará em sucesso no futuro” e enfatizou a importância da unidade nacional, ao afirmar que deseja garantir a confiança dos que votaram em outros candidatos.

Logo depois, o presidente deu declarações à imprensa. De acordo com ele, o resultado das eleições russas “representa o reconhecimento das conquistas do nosso país”. “Temos de avançar. É muito importante que, quando o façamos, as diferentes forças políticas não sejam guiadas pelos interesses de grupos, mas sim pelos interesses nacionais”, comentou. Putin ainda disse a repórteres que considera importante o entendimento de que “há muitos desafios pela frente”.

Em relação aos laços entre a Rússia e outros países, Putin comentou que “as relações entre a Rússia e a China são sem precedentes hoje. Nós agradecemos ao presidente Xi Jinping mais uma vez por isso e temos a certeza de que Rússia e China farão o que for possível para trabalhar juntas”.

Reino Unido
As relações entre Rússia e Reino Unido foram tema de questões feitas por repórteres a Putin. O presidente russo disse que “não faz sentido e é um absurdo” pensar que Moscou tenha tentado envenenar o ex-espião Sergei Skripal e sua filha, Yulia, em um período anterior às eleições e à Copa do Mundo. Ele disse, ainda que a Rússia não tem o agente químico que envenenou Skripal e que, ao contrário de alguns aliados, o país destruiu suas armas químicas.

“Estamos prontos para participar da investigação sobre o envenenamento de Skripal, mas isso requer o interesse de Londres mas, até agora, não vimos nenhum”, comentou. Ele ressaltou, ainda, que o Kremlin não retirou da agenda a cooperação com o Reino Unido no caso Skripal e disse que seu governo está pronto para trabalhar com o da primeira-ministra britânica, Theresa May.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 19/03/2018
  • Fonte: MIS Experience