Vistos da família de Padilha são cancelados pelos EUA
Revogação de vistos afeta esposa e filha de Padilha em meio a programa Mais Médicos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A família do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfrentou a revogação do visto para os Estados Unidos, conforme comunicado recebido diretamente do consulado americano em São Paulo. A medida ocorre em um contexto mais amplo, onde o Departamento de Estado dos EUA cancelou os vistos de diversos funcionários envolvidos no programa Mais Médicos, uma iniciativa que visa a contratação de médicos cubanos para atuar no Brasil.
O cancelamento dos vistos foi divulgado apenas dois dias após a inclusão de Padilha na lista de autoridades afetadas pela ação do governo Trump. No entanto, o ministro não foi diretamente impactado pela revogação, uma vez que seu visto já se encontrava vencido.
A esposa e a filha de Padilha foram notificadas com a informação de que poderiam ser consideradas inelegíveis para o visto americano. Os comunicados recebidos explicaram que a revogação teria efeito imediato. Se as familiares estiverem fora dos Estados Unidos, não poderão viajar com seus vistos atuais. Caso estejam dentro do país, a revogação será efetiva assim que deixarem o território americano. Para novas viagens aos EUA, será necessário solicitar um novo visto.
No dia 13 deste mês, o Departamento de Estado anunciou oficialmente a revogação dos vistos para autoridades brasileiras e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) relacionados ao programa Mais Médicos. Entre os nomes citados estavam Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ambos ex-integrantes do Ministério da Saúde durante o período em que Padilha esteve à frente da pasta.
Mozart atualmente ocupa o cargo de secretário de Atenção Especializada à Saúde e é conhecido por sua proximidade com Padilha. Por outro lado, Kleiman atua como coordenador-geral para a COP30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), uma entidade intergovernamental que inclui países detentores de florestas amazônicas.
O programa Mais Médicos foi criado em 2013 sob o governo da então presidente Dilma Rousseff, período em que Padilha também ocupava a posição de ministro da Saúde.
Além das ações relacionadas ao setor de saúde, o governo dos Estados Unidos havia anunciado anteriormente, em julho, a revogação dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes. Esta decisão foi associada a esforços do deputado Eduardo Bolsonaro em busca de sanções contra membros da corte.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, fez um pronunciamento público sobre essas revogações através das redes sociais, indicando que estas ações eram uma resposta ao que considerou uma “caça às bruxas política” contra Jair Bolsonaro no STF, enquanto o tribunal investiga supostas tentativas do ex-presidente para impedir a posse do atual presidente Lula.