Vistorias para a Sabesp viram fonte de renda extra em São Paulo

Companhia paulista faz parceria com o aplicativo Wily e recompensa cidadãos que mapeiam danos no asfalto e vazamentos de água na capital.

Crédito: Divulgação/Sabesp

Moradores de São Paulo monetizam o tempo livre nas ruas. As vistorias para a Sabesp oferecem remuneração direta via Pix para quem identifica problemas na infraestrutura urbana. A Companhia de Saneamento Básico formou uma aliança estratégica com o aplicativo Wily para descentralizar o diagnóstico de falhas na rede de esgoto.

Como funcionam as vistorias para a Sabesp

Qualquer cidadão equipado com um smartphone conectado à internet consegue participar da iniciativa. O usuário baixa a plataforma parceira e passa por um treinamento virtual obrigatório focado nas exigências técnicas da empresa.

O processo prático envolve três etapas operacionais:

  • Recebimento de notificações baseadas na geolocalização do aparelho.
  • Deslocamento até o local e registro fotográfico ou em vídeo do problema.
  • Envio do material pelo aplicativo para análise da inteligência artificial.

Cada chamado concluído e validado gera um pagamento entre R$ 5 e R$ 15, creditado imediatamente na conta bancária. O processo investigativo exige apenas cerca de 15 minutos do colaborador independente.

Um filtro tecnológico avalia o material captado em tempo real e barra ocorrências fora da jurisdição da concessionária. A triagem automática prioriza buracos no asfalto e vazamentos de água potável, otimizando o deslocamento das frotas.

Impacto direto no tempo de resposta

A colaboração ativa da população transforma a logística de manutenção pesada. As equipes de reparo recebem dados precisos antes mesmo de acionar os motores, reduzindo o desperdício de recursos materiais e humanos. A meta operacional estabelecida despacha as viaturas para o local em até 30 minutos após a aprovação das imagens enviadas.

“A equipe técnica já sai da base sabendo exatamente o que vai encontrar. O registro feito pelo cidadão permite identificar antecipadamente a gravidade da situação e o material necessário, garantindo que o atendimento seja direto e eficaz.”

A declaração de Débora Pierini Longo, diretora de Operação e Manutenção da Sabesp, reforça o acerto do modelo. O sistema rodou primeiro em fase de testes no litoral paulista e agora ganha escala na metrópole, desenhando uma rede de zeladoria digital altamente capilarizada.

Nova fonte de renda nas ruas

A flexibilidade de horários atrai desempregados, trabalhadores autônomos e pessoas buscando fechar as contas do mês. Samuel Benjamin, residente de Ermelino Matarazzo, transformou o mapeamento hídrico em sua atividade central. Ele trocou o transporte de cargas pelas rotas diárias na zona leste da cidade.

“No começo eu fazia R$ 50, mas hoje, com foco nas fotos e disposição para pedalar, minha média diária fica entre R$ 250 e R$ 270 e já estou chegando a quase 10 mil vistorias. O próximo passo é comprar minha moto.”

O resultado alcançado por Benjamin atesta o potencial de ganhos do sistema descentralizado. O formato dispensa qualquer vínculo empregatício e paga proporcionalmente ao esforço individual de cada usuário. Basta instalar a ferramenta oficial, assimilar as regras de captação de imagens e iniciar as vistorias para a Sabesp no seu próprio bairro.

  • Publicado: 20/04/2026 11:16
  • Alterado: 20/04/2026 11:17
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Sabesp