Vistorias para a Sabesp viram fonte de renda extra em São Paulo
Companhia paulista faz parceria com o aplicativo Wily e recompensa cidadãos que mapeiam danos no asfalto e vazamentos de água na capital.
- Publicado: 20/04/2026 11:16
- Alterado: 20/04/2026 11:17
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Sabesp
Moradores de São Paulo monetizam o tempo livre nas ruas. As vistorias para a Sabesp oferecem remuneração direta via Pix para quem identifica problemas na infraestrutura urbana. A Companhia de Saneamento Básico formou uma aliança estratégica com o aplicativo Wily para descentralizar o diagnóstico de falhas na rede de esgoto.
Como funcionam as vistorias para a Sabesp
Qualquer cidadão equipado com um smartphone conectado à internet consegue participar da iniciativa. O usuário baixa a plataforma parceira e passa por um treinamento virtual obrigatório focado nas exigências técnicas da empresa.
O processo prático envolve três etapas operacionais:
- Recebimento de notificações baseadas na geolocalização do aparelho.
- Deslocamento até o local e registro fotográfico ou em vídeo do problema.
- Envio do material pelo aplicativo para análise da inteligência artificial.
Cada chamado concluído e validado gera um pagamento entre R$ 5 e R$ 15, creditado imediatamente na conta bancária. O processo investigativo exige apenas cerca de 15 minutos do colaborador independente.
Um filtro tecnológico avalia o material captado em tempo real e barra ocorrências fora da jurisdição da concessionária. A triagem automática prioriza buracos no asfalto e vazamentos de água potável, otimizando o deslocamento das frotas.
Impacto direto no tempo de resposta
A colaboração ativa da população transforma a logística de manutenção pesada. As equipes de reparo recebem dados precisos antes mesmo de acionar os motores, reduzindo o desperdício de recursos materiais e humanos. A meta operacional estabelecida despacha as viaturas para o local em até 30 minutos após a aprovação das imagens enviadas.
“A equipe técnica já sai da base sabendo exatamente o que vai encontrar. O registro feito pelo cidadão permite identificar antecipadamente a gravidade da situação e o material necessário, garantindo que o atendimento seja direto e eficaz.”
A declaração de Débora Pierini Longo, diretora de Operação e Manutenção da Sabesp, reforça o acerto do modelo. O sistema rodou primeiro em fase de testes no litoral paulista e agora ganha escala na metrópole, desenhando uma rede de zeladoria digital altamente capilarizada.
Nova fonte de renda nas ruas
A flexibilidade de horários atrai desempregados, trabalhadores autônomos e pessoas buscando fechar as contas do mês. Samuel Benjamin, residente de Ermelino Matarazzo, transformou o mapeamento hídrico em sua atividade central. Ele trocou o transporte de cargas pelas rotas diárias na zona leste da cidade.
“No começo eu fazia R$ 50, mas hoje, com foco nas fotos e disposição para pedalar, minha média diária fica entre R$ 250 e R$ 270 e já estou chegando a quase 10 mil vistorias. O próximo passo é comprar minha moto.”
O resultado alcançado por Benjamin atesta o potencial de ganhos do sistema descentralizado. O formato dispensa qualquer vínculo empregatício e paga proporcionalmente ao esforço individual de cada usuário. Basta instalar a ferramenta oficial, assimilar as regras de captação de imagens e iniciar as vistorias para a Sabesp no seu próprio bairro.