Via Streaming - Dica da Semana: “Evil”
Uma psicóloga forense é convidada por um seminarista a investigar possíveis casos de possessão em série surpreendente dos criadores de “The Good Wife”
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 28/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O casal de roteiristas e produtores norte-americanos Michelle e Robert King conquistou Hollywood com a série “The Good Wife”, que ficou no ar por sete temporadas (2009–2016) e originou o spin-off “The Good Fight” (2017–2022). Com um estilo narrativo afiado e inovador, os dois voltaram a surpreender o público com a série “Evil”, lançada em 2019. Disponível no serviço de streaming da Paramount+, e também na Globoplay e na Amazon Prime Video — esta última mediante complemento na assinatura —, a produção conta com quatro temporadas e apresenta uma abordagem semelhante à do clássico “Arquivo X”, com episódios de casos independentes, conectados por um enredo principal.
A série acompanha a psicóloga forense Kristen Bouchard (Katja Herbers), que acaba de perder o emprego após seu rival, Leland Townsend (Michael Emerson), trapacear em um tribunal. Mãe de quatro meninas e casada com um guia de alpinismo ausente, a personagem precisa, urgentemente, encontrar um novo trabalho. Por isso, quando o seminarista David Acosta (Mike Colter) a convida para trabalhar com a Igreja Católica na investigação de possíveis casos de possessão, Kristen aceita a proposta com relutância. Cética, ela assume o papel de contraponto científico e racional da equipe, que também conta com o especialista em tecnologia e ateu Ben Shakir (Aasif Mandvi).
Com o início da parceria, Kristen começa a ter pesadelos recorrentes com uma figura demoníaca repulsiva, fazendo com que o espectador questione constantemente o que é (ou não) real. Paralelamente, a protagonista começa a ser perseguida por Leland, cuja presença pode estar ligada a forças malignas de origem sobrenatural. Com uma narrativa que se aproveita das diferentes visões de mundo dos protagonistas para construir uma dinâmica de contrapontos, a série tenta, ao máximo, não escolher nenhum dos lados e brinca com a incerteza dos fatos. O resultado é uma série inquietante, que reflete sobre a dualidade entre o bem e o mal e mostra que, muitas vezes, a realidade não se apresenta de forma tão absoluta.