Veterinário dá dicas para proteger pets em dias de jogos

O barulho de fogos e buzinas nos dias de jogos pode causar fobias e crises em animais com histórico de epilepsia

Crédito: Divulgação

A comemoração dos torcedores dos jogos da Copa do Mundo, intensificada após a vitória da Seleção Brasileira contra o Japão por 2 a 1 nesta segunda-feira (29), que garantiu a vaga nas oitavas de final, exige atenção redobrada dos tutores de animais de estimação. O barulho de fogos de artifício, buzinas e cornetas, somado à agitação de reuniões familiares, pode desencadear quadros severos de estresse, fobia e sofrimento em cães e gatos.

Para mitigar esses impactos, o médico veterinário Gabriel Marques Bastos de Faria, professor da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e especialista em Neurologia de pequenos animais, recomenda que os tutores planejem e preparem um “refúgio” doméstico antes do início das partidas.

Como estruturar um ambiente seguro

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A principal orientação do especialista da UMC é o isolamento acústico preventivo dentro de casa. Isolar o pet em um cômodo mais central da residência ajuda a reduzir os estímulos sonoros externos e minimiza os riscos de acidentes.

O protocolo de proteção envolve as seguintes ações práticas:

  • Abafamento de som: Fechar portas e janelas e ligar a televisão ou uma música em volume médio para camuflar os estalos e gritos da rua;
  • Conforto e distração: Deixar água fresca, cama e brinquedos familiares no local, além de apostar em mordedores e brinquedos interativos com petiscos para prender a atenção do animal;
  • Apoio comportamental: Manter a calma, evitar dar broncas ou forçar o animal a interagir com as visitas durante o medo. O tutor deve transmitir segurança respeitando o isolamento do pet.

Sinais de alerta e cuidados neurológicos

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Os tutores devem monitorar os animais de perto para identificar reações físicas e comportamentais agudas ao estresse, tais como tremores constantes, respiração muito acelerada (pantofobia), falta de apetite, agitação extrema e tentativas desesperadas de fuga, que podem provocar quedas e ferimentos.

“Se o pet apresenta sinais mais intensos ou qualquer comportamento muito diferente do habitual, a orientação profissional é fundamental. Animais com histórico de epilepsia exigem atenção redobrada, pois o estresse elevado pode funcionar como um gatilho para crises convulsivas”, adverte o professor Gabriel de Faria.

  • Publicado: 29/06/2026 18:04
  • Alterado: 29/06/2026 18:04
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria