Vereadora Andréia Feijó chora ao cobrar saúde no Guarujá
Vereadora Andreia Feijó diz "ter vergonha de ser vereadora", referindo-se a precariedade hospitalar envolvendo o caso Pedrinho.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 29/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O plenário da Câmara Municipal de Guarujá foi palco de um discurso dramático nesta terça-feira (28) que colocou em xeque a qualidade da saúde pública da cidade. Visivelmente emocionada, a Vereadora Andréia Feijó, vice-presidente do Legislativo, utilizou a tragédia do menino Pedrinho, internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após um acidente, como um doloroso símbolo das falhas estruturais que afligem os munícipes.
Com a voz embargada e a sinceridade de quem se sente impotente diante do sofrimento popular, a parlamentar não hesitou em manifestar seu sentimento. “Eu não queria falar, mas tenho vergonha de ser vereadora. Vergonha. E se fosse o meu filho que estivesse lá na cama, no lugar do Pedrinho, eu não sei o que eu teria feito”, desabafou a Vereadora Andréia Feijó, ressaltando o peso da responsabilidade de sua função.
O impacto da fala da vereadora se estendeu além da tribuna, repercutindo a dor de centenas de famílias guarujaenses que dependem exclusivamente do sistema municipal de saúde. O caso do pequeno Pedrinho não é apenas um evento isolado, mas o reflexo de um sistema que, segundo a parlamentar, clama por investimentos e modernização.
A urgência na aquisição de equipamentos: O apelo da Vereadora Andréia Feijó
Um dos pontos mais críticos levantados pela Vereadora Andréia Feijó foi a ausência de equipamentos fundamentais para o diagnóstico rápido e preciso em momentos de urgência. A falta de um tomógrafo nos prontos-atendimentos municipais, por exemplo, foi destacada como uma falha inaceitável que pode custar vidas.
“Quando a gente vai num PAM, que é a porta do povo, onde estão os que não têm condições de pagar um plano de saúde, não pode faltar um tomógrafo para fazer um diagnóstico preciso e urgente. Não é só pelo Pedrinho. Outras pessoas virão,” alertou.
A parlamentar fez questão de frisar que a capacidade de um município em responder a emergências médicas é uma medida direta de sua atenção social. A vida humana, em sua visão, não diferencia entre classes sociais ou posições de poder. “Deus não escolhe os mais importantes ou inteligentes para estar aqui – Ele capacita os escolhidos”, declarou, chamando a atenção para a urgência em equipar e estruturar as unidades de saúde.
Chamado à Prioridade Máxima: O Recado para o Prefeito
Apesar de reconhecer publicamente o trabalho do prefeito Farid Madi, a Vereadora Andréia Feijó fez um apelo direto para que a saúde seja reclassificada como a prioridade número um da gestão. A vice-presidente da Câmara fez questão de lembrar que, embora a educação seja fundamental, a saúde é emergencial e não comporta adiamentos.
“Eu votei no prefeito Farid e me considero a ‘vereadora do povo’. Acho que o prefeito também é o prefeito do povo. Ninguém aqui é contra ele. Ele não tem oposição nesta Casa – e não terá. Mas, Farid, a educação é importante, e a saúde é prioridade“, sentenciou a vereadora, pedindo que a questão seja tratada com a máxima urgência.
O “Caso Pedrinho” rapidamente se transformou em um símbolo na luta por melhorias no atendimento emergencial e na infraestrutura hospitalar do Guarujá. A comoção nas redes sociais e a mobilização da população em campanhas de solidariedade apenas reforçaram a necessidade de o poder público responder à altura do clamor social. O episódio reacende o debate sobre a modernização urgente dos prontos-atendimentos e a necessidade de investimentos contínuos na rede municipal.
A Vereadora Andréia Feijó finalizou sua intervenção com uma síntese poderosa: “Não é apenas sobre um caso isolado. É sobre um sistema que precisa funcionar para todos. O caso do Pedrinho nos lembra que cada minuto conta quando o assunto é salvar vidas.” A atuação de Andréia Feijó, eleita com expressiva votação e conhecida pela defesa firme de pautas sociais, reafirma seu papel de voz ativa em um dos momentos mais críticos da saúde na Baixada Santista.