Vereador propõe cordão para pessoas com Parkinson

Projeto de lei cria identificação voluntária em São Caetano para ampliar acolhimento e atendimento a pessoas com doença de Parkinson

Crédito: Divulgação

O vereador Américo Scucuglia (PRD) apresentou um projeto de lei que propõe instituir, em São Caetano do Sul, o Cordão Tulipa Vermelha como instrumento de identificação voluntária para pessoas com doença de Parkinson em ambientes públicos e privados.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca oferecer um mecanismo facultativo que facilite a identificação e contribua para um atendimento mais compreensivo e humanizado às pessoas com doença de Parkinson, respeitando a autonomia e a dignidade dos cidadãos diagnosticados.

Projeto prevê identificação voluntária e atendimento humanizado

Cordão Tulipa Vermelha - doença de Parkinson
Imagem criada por IA (Chatgpt)

De acordo com a justificativa da proposta, o uso do Cordão Tulipa Vermelha será opcional e poderá ser adotado por pessoas com doença de Parkinson, além de seus cuidadores e acompanhantes. O objetivo é permitir que profissionais e a população em geral reconheçam a condição e ofereçam apoio adequado quando necessário.

“Dessa forma, estaremos contribuindo para a promoção da dignidade, da inclusão social e do respeito às pessoas com doença de Parkinson”, destacou Scucuglia ao defender o projeto na Câmara Municipal.

Dados sobre a doença reforçam importância da iniciativa

Tremor
Reprodução

Ao apresentar o projeto, o vereador ressaltou a relevância da proposta com base em dados epidemiológicos. A doença de Parkinson é considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer.

No Brasil, estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas convivam com a doença de Parkinson, que pode se manifestar inclusive antes dos 40 anos, no chamado Parkinson de início precoce, o que amplia a necessidade de políticas públicas voltadas à conscientização e ao acolhimento.

Medida busca inclusão e conscientização social no município

Conforme o texto do projeto de lei, a iniciativa não impõe qualquer tipo de obrigatoriedade, mas atua como um instrumento de conscientização social. A proposta pretende estimular a empatia e melhorar a forma como pessoas com doença de Parkinson são atendidas em espaços públicos e privados de São Caetano do Sul.

“Essa iniciativa representa um avanço importante na promoção da empatia, da conscientização social e da melhoria do acolhimento às pessoas com doença de Parkinson no município”, concluiu o vereador.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 10/02/2026
  • Fonte: Fever