Vereador propõe cordão para pessoas com Parkinson
Projeto de lei cria identificação voluntária em São Caetano para ampliar acolhimento e atendimento a pessoas com doença de Parkinson
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 10/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O vereador Américo Scucuglia (PRD) apresentou um projeto de lei que propõe instituir, em São Caetano do Sul, o Cordão Tulipa Vermelha como instrumento de identificação voluntária para pessoas com doença de Parkinson em ambientes públicos e privados.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca oferecer um mecanismo facultativo que facilite a identificação e contribua para um atendimento mais compreensivo e humanizado às pessoas com doença de Parkinson, respeitando a autonomia e a dignidade dos cidadãos diagnosticados.
Projeto prevê identificação voluntária e atendimento humanizado

De acordo com a justificativa da proposta, o uso do Cordão Tulipa Vermelha será opcional e poderá ser adotado por pessoas com doença de Parkinson, além de seus cuidadores e acompanhantes. O objetivo é permitir que profissionais e a população em geral reconheçam a condição e ofereçam apoio adequado quando necessário.
“Dessa forma, estaremos contribuindo para a promoção da dignidade, da inclusão social e do respeito às pessoas com doença de Parkinson”, destacou Scucuglia ao defender o projeto na Câmara Municipal.
Dados sobre a doença reforçam importância da iniciativa

Ao apresentar o projeto, o vereador ressaltou a relevância da proposta com base em dados epidemiológicos. A doença de Parkinson é considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer.
No Brasil, estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas convivam com a doença de Parkinson, que pode se manifestar inclusive antes dos 40 anos, no chamado Parkinson de início precoce, o que amplia a necessidade de políticas públicas voltadas à conscientização e ao acolhimento.
Medida busca inclusão e conscientização social no município
Conforme o texto do projeto de lei, a iniciativa não impõe qualquer tipo de obrigatoriedade, mas atua como um instrumento de conscientização social. A proposta pretende estimular a empatia e melhorar a forma como pessoas com doença de Parkinson são atendidas em espaços públicos e privados de São Caetano do Sul.
“Essa iniciativa representa um avanço importante na promoção da empatia, da conscientização social e da melhoria do acolhimento às pessoas com doença de Parkinson no município”, concluiu o vereador.