Vereador de Praia Grande é investigado por exploração sexual

O vereador Diego Gomes Vieira, de Praia Grande, é suspeito de oferecer dinheiro a adolescentes em troca de favores sexuais, por meio das redes sociais.

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Estado de São Paulo intensificou, nesta semana, as investigações sobre o vereador Diego Gomes Vieira (PRD), do município de Praia Grande. O parlamentar é suspeito de utilizar redes sociais para oferecer dinheiro a adolescentes em troca de favores sexuais. O caso ganhou novos desdobramentos com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, onde dispositivos eletrônicos foram recolhidos para perícia técnica.

A denúncia inicial partiu da mãe de um jovem de 16 anos, que apresentou capturas de tela contendo propostas financeiras feitas pelo perfil oficial do parlamentar. Segundo o boletim de ocorrência, o vereador teria oferecido transferências via Pix em troca de encontros.

Contradição legislativa e a “Lei Felca”

Um dos pontos mais sensíveis da apuração reside no fato de o vereador ser o autor da Lei Municipal 2.282/2025. Conhecida como “Lei Felca”, a medida estabelece diretrizes para o combate à exploração sexual infantil no município. A ironia de um legislador focado na proteção de menores ser alvo de tais graves acusações gerou forte reação na Câmara Municipal.

“É inadmissível que alguém que use a tribuna para defender a infância seja o mesmo indivíduo que, supostamente, assedia nossos jovens no ambiente digital”, afirmou um representante do Conselho Tutelar da região em depoimento anônimo.

A investigação aponta que o vereador enviava mensagens temporárias (que apagam sozinhas) para dificultar o rastreamento das provas. Contudo, as autoridades conseguiram reunir material suficiente para justificar a intervenção judicial e a busca por arquivos em computadores e pen-drives do parlamentar.

A linha de defesa e os próximos passos

Em sua defesa, o vereador Diego Gomes Vieira utilizou suas redes sociais para negar qualquer envolvimento com crimes sexuais. Ele sustenta a tese de que o perfil pode ter sido alvo de manipulação ou que as mensagens foram forjadas por opositores locais.

“Estou com a consciência tranquila. Isso não passa de uma armação política rasteira para tentar cassar o meu mandato e destruir a minha reputação”, declarou o político em vídeo publicado para seus eleitores.

A defesa técnica informou que o vereador está “à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos”, mas ressaltou que o celular do parlamentar não foi entregue no momento da busca pois estaria sob análise particular dos advogados. A Polícia Civil, por outro lado, estuda solicitar a quebra do sigilo de dados das contas vinculadas ao parlamentar nas plataformas Meta (Instagram e Facebook).

Até a publicação desta matéria, o parlamentar permanece em liberdade, mas o Ministério Público acompanha o caso de perto, avaliando se há riscos de obstrução de justiça ou reiteração criminosa.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 20/02/2026
  • Fonte: Sorria!,