Vera Rubin AI é lançada pela Nvidia prometendo ser 5 vezes mais potente

Nova arquitetura da Nvidia supera modelo Blackwell com eficiência energética recorde e velocidade inédita para inteligência artificial.

Crédito: Divulgação

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, oficializou durante a Consumer Electronics Show a chegada da Vera Rubin AI, arquitetura definida como o ápice absoluto do hardware atual. Já em fase de produção, a tecnologia promete resolver o desafio do aumento exponencial na demanda por capacidade computacional, com previsão de aceleração na fabricação ainda no segundo semestre deste ano.

Huang foi categórico ao afirmar que a produção da Vera Rubin AI já opera em pleno andamento. Anunciada preliminarmente em 2024, esta inovação é fruto do ciclo agressivo de desenvolvimento da empresa, consolidando a Nvidia como a corporação mais valiosa do globo ao substituir a linha Blackwell — que, por sua vez, sucedeu as arquiteturas Hopper e Lovelace.

Vera Rubin AI redefine velocidade e eficiência

Os testes de benchmark revelam um salto tecnológico agressivo. Dados da Nvidia indicam que a plataforma Vera Rubin AI operará 3,5 vezes mais rápido que sua antecessora em tarefas de treinamento de modelos. O ganho é ainda mais expressivo nas inferências, atingindo uma velocidade cinco vezes superior e alcançando a marca de 50 petaflops.

Além da velocidade bruta, a eficiência energética é um destaque central. O sistema suportará oito vezes mais computação em inferência por watt consumido. Essa capacidade surge em um momento crítico de competição por infraestrutura, onde laboratórios e provedores de nuvem disputam cada chip disponível.

As especificações técnicas incluem:

  • Arquitetura: Seis chips distintos operando em uníssono.
  • Processamento: Nova CPU Vera focada em raciocínio agentivo.
  • Conectividade: Melhorias nos sistemas Bluefield e NVLink para eliminar gargalos.
  • Adoção: Integração confirmada com Anthropic, OpenAI e Amazon Web Services (AWS).

Inovação em armazenamento e memória

A arquitetura, batizada em homenagem à astrônoma Vera Florence Cooper Rubin, não se limita ao processamento. O sistema resolve limitações críticas de armazenamento, uma necessidade apontada por Dion Harris, diretor sênior de soluções de infraestrutura da Nvidia. Ele destaca a pressão sobre o cache KV em fluxos de trabalho modernos.

“À medida que começamos a habilitar novos tipos de fluxos de trabalho, como IA agentiva ou tarefas de longo prazo, isso impõe muita pressão e requisitos ao seu cache KV. Portanto, introduzimos um novo nível de armazenamento que se conecta externamente ao dispositivo computacional.”

Essa nova abordagem permite escalar a capacidade de armazenamento com eficiência superior, essencial para o ecossistema da Vera Rubin AI e seus usuários. Supercomputadores como o Blue Lion (HPE) e o futuro Doudna (Laboratório Nacional Lawrence Berkeley) já aguardam a integração.

O impacto no mercado de trilhões

O lançamento ocorre em um cenário financeiro robusto. Em conferência realizada em outubro de 2025, Jensen Huang estimou investimentos entre 3 trilhões e 4 trilhões de dólares em infraestrutura de IA para os próximos cinco anos.

A corrida pela supremacia computacional exige hardware capaz de suportar raciocínio complexo e tarefas de longo prazo. Com a promessa de transformar datacenters e viabilizar a próxima geração de modelos de linguagem, o mercado aguarda ansiosamente a distribuição massiva da Vera Rubin AI.

  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 06/01/2026
  • Fonte: Itaú Cultural