Venezuela ordena prisão de envolvidos na captura de Maduro
Após captura de Maduro, governo decreta busca nacional por colaboradores da operação americana e Delcy Rodríguez assume o poder interino.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 05/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A crise na Venezuela atingiu um novo patamar de tensão nesta segunda-feira. Nicolás Maduro, agora ex-presidente, será formalmente apresentado à Justiça dos Estados Unidos após sua captura em uma operação militar executada no último sábado.
O governo interino reagiu de forma imediata e agressiva. Foi emitido um decreto que ordena a busca e captura em território nacional de qualquer indivíduo que tenha promovido ou apoiado a ofensiva norte-americana. Embora a ordem esteja vigente desde o fim de semana, o texto integral só foi publicado hoje, intensificando o clima de vigilância interna na Venezuela.
A operação que resultou na queda de Maduro deixou cicatrizes na infraestrutura do país:
- Apagões severos em diversas áreas de Caracas;
- Instalações militares comprometidas;
- Detenção de Cilia Flores, esposa de Maduro.
O ex-líder foi transferido para Nova York e deverá comparecer diante do juiz Alvin K. Hellerstein.
Acusações de narcotráfico abalam a Venezuela
Washington justifica a ação militar acusando Maduro de liderar o Cartel de los Soles. Segundo as autoridades americanas, trata-se de uma organização criminosa influente, dedicada a desestabilizar a sociedade venezuelana e facilitar o tráfico de drogas para a América do Norte.
Em resposta, a Casa Branca elevou o tom, classificando essas organizações como grupos terroristas. No entanto, a narrativa americana enfrenta ceticismo técnico. Especialistas em segurança sugerem que Maduro não exercia liderança absoluta sobre o cartel. A estrutura funcionaria como uma complexa “rede de redes”, envolvendo facções das forças armadas e da política da Venezuela.
Ainda assim, as evidências apontam que o antigo governo se beneficiava do que analistas chamam de “governança criminal híbrida”.
Troca de comando e apelo diplomático
Diante do vácuo de poder, as Forças Armadas oficializaram seu posicionamento. A instituição reconheceu a vice-presidente, Delcy Rodríguez, como a nova presidente interina do país.
Rodríguez agiu rápido no campo diplomático. No domingo, divulgou uma carta aberta endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com os seguintes pontos centrais:
- Solicitação de diálogo pacífico imediato;
- Pedido pelo fim das hostilidades entre as nações;
- Proposta de uma agenda colaborativa baseada na não ingerência.
A nova mandatária ressaltou a necessidade urgente de viver sem ameaças externas. O documento reflete o desejo do atual comando em encontrar uma saída negociada para a crise histórica que atravessa a Venezuela.
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