Vendas do varejo sobem 1,2% em fevereiro ante janeiro, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista subiram 1,2% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 1,50% a um crescimento de 1,30%, mas foi superior à mediana, de +0,10%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio.

A elevação de 1,2% no volume vendido pelo comércio varejista foi a taxa mais alta registrada desde julho de 2013, quando o avanço foi de 3,0%.

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que responde por cerca de 50% do total do varejo, teve elevação de 0,8% nas vendas após três quedas consecutivas, período em que acumulou uma perda de 3,7%.

Outro crescimento substancial foi o de Móveis e eletrodomésticos com alta de 5,0%, depois de uma perda acumulada de 13,2% nos meses de dezembro e janeiro.

As demais taxas positivas foram de Combustíveis e lubrificantes (0,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%). Na direção oposta, houve retração no volume vendido por Tecidos, vestuário e calçados (-2 8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,4); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%).

No comércio varejista ampliado, a alta de 1,8% em fevereiro ante janeiro foi influenciada pelos avanços nas atividades de Veículos e motos, partes e peças (3,8%) e Material de construção (3,3%).

O resultado de fevereiro, entretanto, não recuperou a perda de 4,1% acumulada nos dois meses anteriores, ressaltou o instituto. A média móvel trimestral do varejo permaneceu em território negativo pelo terceiro mês consecutivo.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,8% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções – que esperavam desde redução de 1,10% a crescimento de 1,60%, com mediana positiva de 0,40%. 

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/04/2016
  • Fonte: FERVER