Venda de medicamentos cresce 11,5% no 1º semestre de 2025

Crescimento da indústria farmacêutica no Brasil: vendas de medicamentos sobem 5% em 2024, com genéricos liderando o mercado e potencial de inovação.

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A indústria farmacêutica brasileira apresentou um crescimento significativo no primeiro semestre de 2024, registrando um aumento de 5% nas vendas de medicamentos em comparação ao mesmo período do ano anterior. Durante este intervalo, foram comercializadas mais de 5,7 bilhões de embalagens, com 78% dos produtos fabricados nacionalmente.

Esse crescimento nas vendas também foi impulsionado por reajustes nos preços dos medicamentos, que variaram até 5% no início do ano. Como resultado, a movimentação financeira totalizou R$ 138,3 bilhões, refletindo um incremento de 11,5% em relação ao primeiro semestre de 2024.

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De acordo com dados da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), coletados a partir de indicadores do IQVIA e do Ministério da Saúde, os genéricos e similares desempenham um papel central na dinâmica do setor farmacêutico nacional.

No detalhamento das vendas por segmentos entre janeiro e junho, os genéricos se destacaram com a comercialização de 2 bilhões de unidades. Os medicamentos similares às referências totalizaram 2,1 bilhões de unidades, enquanto as vendas dos medicamentos de referência, que são predominantemente fabricados por empresas multinacionais, alcançaram 305 milhões de unidades.

Ao longo dos últimos 25 anos, o setor demonstrou um impressionante crescimento de 180% em unidades comercializadas no Brasil, com uma alta de 19% somente entre 2020 e 2024.

Venda de medicamentos cresce 11,5% no 1º semestre de 2025
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A evolução da legislação regulatória tem favorecido as empresas nacionais, que agora se beneficiam do avanço tecnológico e da crescente demanda dos brasileiros por uma gama diversificada de medicamentos para diferentes terapias.

Em 2000, quando a legislação dos genéricos completou seu primeiro ano em vigor, havia menos de 5.000 remédios registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Atualmente, esse número ultrapassa os 17 mil produtos.

A distribuição de mercado também sofreu alterações significativas: há duas décadas e meia, as vendas eram equilibradas entre empresas nacionais e multinacionais. Hoje, os laboratórios brasileiros dominam o mercado, deixando apenas 20% para as empresas estrangeiras, que se concentram principalmente na venda de medicamentos de referência. A previsão é que essa participação caia para 10% até 2030.

Segundo Henrique Tada, presidente executivo da Alanac, “o desempenho da indústria nacional evidencia a importância dos genéricos e similares como pilares para o acesso e a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro. Os laboratórios locais são responsáveis pela maior parte das embalagens disponíveis em farmácias e hospitais do país.”

Os resultados dos últimos 25 anos serão discutidos pela associação em um seminário intitulado Difan, que ocorre nesta terça-feira (26) em Brasília. Tada complementa: “A análise histórica desde 2021 revela a consolidação da indústria nacional. Os laboratórios brasileiros não apenas garantem a produção essencial de medicamentos, mas também investem em inovação e tecnologia para competir com as multinacionais.

Conforme indicado pela Alanac, o Sistema Único de Saúde (SUS) é o principal comprador deste setor, responsável por impressionantes 74% da demanda total por medicamentos genéricos e similares no Brasil.

Com cerca de 1.500 patentes prestes a expirar até 2030, espera-se uma nova onda de lançamentos de genéricos e similares nas farmácias brasileiras.

Tada conclui ressaltando que “a relevância do setor nacional no fornecimento de medicamentos essenciais é indiscutível. O grande desafio reside em equilibrar acesso à saúde, qualidade dos produtos e políticas inovadoras que permitam ao Brasil avançar como produtor e exportador na área farmacêutica.”

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 26/08/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo