‘Vem Maria’ descentralizará serviços e passará a atender agressores

Centro que recebe mulheres em situação de violência doméstica será reformado e terá plantão na Delegacia da Mulher; iniciativa existe em Santo André há 15 anos

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Infelizmente, com a regular violência doméstica contra as mulheres no mundo inteiro, cresce a importância de instituições e iniciativas para coibi-la. Na região do Grande ABC, a problemática também é constante. Em Santo André, a Prefeitura mantém o Centro de Referência da Mulher Vem Maria, que faz acolhimento de mulheres em situação de violência de gênero e risco de morte para rompimento deste ciclo. Ainda no primeiro semestre deste ano, a unidade passará por reformas e ampliará o atendimento para receber o agressor (em cumprimento à Lei Maria da Penha).

O centro também oferecerá plantão na DDM (Delegacia da Mulher) e será descentralizado, ou seja, funcionará em outros bairros para agilizar os serviços, como na Vila de Paranapiacaba e Vila Luzita. Tudo isso para evitar episódios como o ocorrido no último domingo (9), quando o pintor Washington Fernandes dos Santos, de 56 anos, matou, com duas facadas, a namorada Maria Vilani Fernandes de Oliveira, de 45 anos, durante baile da terceira idade no Tênis Clube de Santo André. Segundo registro na Polícia Civil, o casal estava junto há seis anos, mas familiares informaram que ela pedia o fim do relacionamento, motivada pelo ciúme obsessivo e comportamento violento do companheiro.

“Ficamos indignadas com mais este fato e queremos tornar mais acessíveis os serviços disponibilizados em nossa cidade”, afirma a secretária de Políticas para Mulheres de Santo André, Silmara Conchão. “Quando a mulher cria coragem de buscar ajuda para romper o ciclo de violência, precisa encontrar proteção, acolhimento, orientação, cuidados, fortalecimento e um sentido para a sua vida. Nossa Administração, cada vez mais, quer estar junto com ela. Sozinhas é muito difícil.”

SERVIÇO – O Vem Maria, programa vinculado à Secretaria de Políticas para Mulheres, atua há quinze anos por meio do acompanhamento social, psicológico e orientação jurídica. Atualmente, o atendimento é feito na Rua João Fernandes, 118, no bairro Jardim, das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira. O telefone é 4992-2936. No último ano, o centro registrou, de janeiro a dezembro, 892 casos, dos quais 157 novos. Em média, foram cerca de 100 registros por mês; estimativa que continua valendo em 2014. 

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 13/03/2014
  • Fonte: Sorria!,