Velocímetro completa 110 anos de segurança automotiva
Ao longo das décadas, o equipamento desenvolvido pela Continental passou por várias evoluções para aprimorar a forma de comunicação com o condutor do veículo
- Publicado: 10/12/2012 20:49
- Alterado: 10/12/2012 20:49
- Autor: Redação
- Fonte: PRINTER PRESS
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No
mês em que completou 110 anos de existência, o formato do velocímetro demonstra
que sofreu alterações ao longo das décadas. Com a evolução do sistema e, também,
de seu design, o velocímetro, além de ser um componente obrigatório em
automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas, conservou sua importância para a
segurança, além de contribuir para o visual interno do veículo.
Em
1902, o engenheiro Otto Schulze registrou uma patente para um velocímetro de
corrente parasita em Berlim – e, assim, revolucionou o mundo da medição de
velocidade. Hoje, todos os veículos rodoviários devem ser equipados com um
velocímetro. E ele pode fazer muito mais do que apenas indicar a velocidade
atual do veículo.
O
início da história do velocímetro não acompanhou o surgimento do automóvel. Foi
somente com o aumento da potência do motor que a medição confiável da
velocidade do veículo tornou-se essencial. “Embora os seres humanos possam
perceber a aceleração positiva ou negativa por meio do seu senso de equilíbrio,
esta sensibilidade é prejudicada em velocidades constantes”, explica Eelco
Spoelder, chefe da unidade comercial de Instrumentação e Driver HMI da
Continental, fornecedor mundial de velocímetro.
O
triunfo do velocímetro começou inicialmente como um acessório extra. A partir
de meados da década de 1930, os primeiros conjuntos de instrumentos foram
construídos, com monitores para as luzes de velocidade, fornecimento de combustível
e luzes indicadoras.
O
velocímetro original trabalhou em um princípio puramente mecânico e
experimentou um primeiro salto tecnológico com a introdução do velocímetro
elétrico em meados de 1950. Com este princípio, em vez de um eixo transferindo
as rotações da roda, um dínamo transformou a velocidade da roda ou da
transmissão em um sinal elétrico.
Hoje,
o indicador do velocímetro é geralmente movido por um motor de passo.
Surpreendente apenas à primeira vista: a forma dos instrumentos pouco mudou em
110 anos. Apesar de versões de moda com displays digitais de LCD ou cilindros,
o velocímetro clássico redondo domina muitos cockpits. Isto é principalmente
por razões ergonômicas, já que instrumentos redondos são intuitivos para se ler
e, portanto, não distraem os motoristas. Aliás, o painel de instrumentos
moderno, também conhecido como instrument cluster, pode exibir muitas
informações adicionais importantes – como o consumo de combustível e a
velocidade média.
Um olhar para o futuro
A tendência de conexão com sistemas de música, celulares e equipamentos de
navegação, exige novas estratégias dos fabricantes, porque quanto mais
informações e entretenimento disponíveis para o condutor no console central,
maior o risco de distração. “Hoje em dia, é quase impossível separar as
informações relacionadas à condução no painel de instrumentos das comunicações
e entretenimento no console central,” diz Spoelder. Por esta razão, a
Continental está apostando em um conceito variável, onde os motoristas podem
decidir qual a informação necessitam, dependendo da situação. Estes novos
displays são projetados com uma mistura de instrumentos analógicos, como
velocímetros ou conta-giros e displays para mais informações.
Outra tendência são os modernos head-up displays. Modelos em ascensão no
momento que fornecem informações importantes aos condutores, como dados de
velocidade ou instruções de navegação, são projetadas no para-brisa, ficando
diretamente no campo de visão do condutor, para segurança adicional e clareza.
Não
importam a direção e tendências que os dados relevantes da condução sigam.
Mesmo os conteúdos mais complexos deverão ser mostrados de forma mais direta e
clara no futuro. Contudo, o velocímetro continuará a ser um dos principais
elementos no cockpit.
Sobre o Grupo Continental
Com um faturamento de 30.5 bilhões em 2011, o Grupo Continental é um dos
líderes mundiais no fornecimento de componentes para a indústria
automobilística. Seu portfólio disponibiliza sistemas e componentes de freios,
motores e chassis, instrumentação, soluções de infotainment, eletrônica, pneus
e elastômeros técnicos que contribuem para maior segurança no trânsito e
respeito ao meio ambiente. O Grupo conta globalmente com aproximadamente
170.000 pessoas, em 46 países.
Presença local
No Brasil, o quadro de colaboradores do Grupo Continental é composto por
aproximadamente 6.000 pessoas, que atuam em treze unidades localizadas em
pontos estratégicos do País: Barueri (SP), Camaçari (BA), Gravataí (RS),
Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Manaus (AM), Paulínia (SP), Ponta Grossa (PR),
Resende (RJ), Salto (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP) e Várzea
Paulista (SP).
Com ampla produção local, destacam-se artefatos automotivos de borracha
(correias, coxins, peças de vedação para freios e circuitos de direção
hidráulica e ar condicionado), atuadores, cockpits, corpos de borboleta,
dispositivos antifurto (rastreadores), instrumentos, módulos de ABS e airbag,
módulos de alimentação de combustível, módulos eletrônicos de conforto, módulos
de gerenciamento de motor, pneus de veículos leves e comerciais, rádios
automotivos, relés eletrônicos, sensores, sistemas de freios e softwares de
gerenciamento de frotas.
A Continental
está focada na elevada qualidade dos seus produtos e nas questões ambientais A
empresa atende a todos os padrões internacionais de qualidade e meio ambiente.
Prova disso é que a empresa conta com importantes certificados, como a ISO/TS
16.949 e a ISO 14001. O grupo também possui premiações que comprovam a satisfação
de seus clientes. Entre os destaques estão os prêmios GM Merit Awards, Ford
Supply Awards, Renault Supplier Quality Award, além do Toyota, GM e Volkswagen
Supply Awards 2011, todos conquistados recentemente.