Veja a classificação do Brasil pelas agências de risco desde 2.000
Apesar da avaliação da Standard and Poor's, o País mantém a nota de grau de investimento das agências Fitch e Moody's
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 10/09/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A diretora da Standard & Poor’s, Lisa Schineller, disse que a questão da retomada do crescimento da economia está no foco da agência e reconhece que o cenário externo se mostra adverso
Ela deixou claro nesta quinta-feira, 10, que ainda que o governo esteja lento nas suas ações nas áreas fiscal e econômica, a agência espera que a atual administração siga tentando avançar.
A diretora afirmou ainda que a S&P olha para a combinação da dinâmica fiscal e para a execução dessa política, salientando que “o contexto político pode dificultar o avanço no lado fiscal”. Ao falar do avanço esperado no lado fiscal, Lisa frisou que a agência olha para os dois lados, o da receita e dos gastos. “É uma combinação”, explicou.
Ainda que o Brasil tenha saído da categoria de grau de investimento, tanto o trabalho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como do Banco Central foram reconhecidos por Lisa. “O ministro da Fazenda está fazendo tudo o que pode em termos de gastos não discricionários”, afirmou, em teleconferência. “Mas o cenário de baixo crescimento torna essa política mais desafiadora”, completou.
Sobre o BC, Lisa disse que “a política monetária do Brasil é comparativamente forte e um ponto a ser destacado” em relação a outros países com o mesmo rating, ressaltando o esforço do Banco Central em “reancorar as expectativas de inflação”. Também no lado positivo, a diretora da S&P disse que o Brasil tem uma grande estrutura institucional e está à frente de seus pares de rating.
A agência rebaixou na quarta-feira, 9, o rating soberano do Brasil de BBB- para BB+, mantendo a perspectiva negativa da nota tirando do País o selo de bom pagador e colocando-o na categoria de grau especulativo. Em 2008, a S&P foi a primeira das três principais agências de classificação de risco a elevar o Brasil à categoria grau de investimento. Atualmente, as duas outras agências, Moody’s e Fitch, ainda mantêm o Brasil como grau de investimento.