Vazamento de óleo no Santos Dumont provoca atrasos e cancelamentos
Vazamento de óleo atrasou liberação da pista, que só ocorreu às 17h25, segundo a Infraero
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 01/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
O Aeroporto Santos Dumont, situado no coração do Rio de Janeiro, enfrentou uma interrupção significativa em suas operações nesta terça-feira (30), ficando inativo para pousos e decolagens durante quase 12 horas. O incidente foi desencadeado por um vazamento de óleo ocorrido na pista na noite anterior, levando à liberação da área somente às 17h25, conforme informações divulgadas pela Infraero, a estatal responsável pela administração do aeroporto.
Durante a tarde, o impacto foi considerável, com o painel da Infraero registrando até 100 voos cancelados, sendo 54 de partidas e 46 chegadas. Além disso, 15 voos foram redirecionados para o Aeroporto Internacional do Galeão ao longo do dia, exacerbando os transtornos para os passageiros.
Para mitigar os efeitos do problema, a Infraero anunciou a extensão do horário de operação do aeroporto, que normalmente funciona das 6h às 23h, a fim de facilitar a regularização dos voos afetados.
O vazamento de óleo foi atribuído ao motor de um caminhão utilizado na manutenção preventiva da pista. O incidente ocorreu por volta das 3h e afetou a área próxima à cabeceira da pista, um ponto crítico onde as aeronaves realizam pousos e decolagens.
Imediatamente após o ocorrido, equipes foram mobilizadas para realizar a limpeza da pista utilizando água em alta pressão e desengraxante biodegradável. A Infraero destacou a importância dessa limpeza cuidadosa, enfatizando que a composição do pavimento das pistas exige um procedimento meticuloso para assegurar os níveis adequados de atrito entre as aeronaves e o solo.
Às 15h, os dados revelavam que o maior número de cancelamentos estava concentrado na parte da tarde. Os registros indicavam 41 voos cancelados com origem em São Paulo, sete no Distrito Federal e um em Minas Gerais. Em relação aos voos que deveriam partir, 37 estavam cancelados para São Paulo, seis para o Distrito Federal e um para Minas Gerais.
A situação provocou repercussões significativas nas capitais de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, que têm conexões diretas com o aeroporto carioca.
Em São Paulo, o Aeroporto de Congonhas foi severamente impactado, contabilizando 93 voos cancelados até às 19h devido à situação em Santos Dumont. A Aena, responsável pelo aeroporto paulista, também reportou outros 12 cancelamentos envolvendo diferentes destinos.
No terminal carioca, os painéis eletrônicos apresentavam uma extensa lista de cancelamentos e atrasos, enquanto passageiros se aglomeravam no saguão aguardando informações sobre seus voos. Muitos expressaram frustração quanto à falta de comunicação por parte das companhias aéreas.
De acordo com as diretrizes da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), as companhias devem informar os passageiros a cada 30 minutos sobre as previsões de partida. Durante a tarde, anúncios indicaram uma possível normalização dos voos às 14h e novamente às 17h.
A ANAC estabelece que passageiros têm direito à comunicação gratuita após uma hora de atraso; alimentação após duas horas; e assistência em hospedagem após quatro horas em casos de pernoite no aeroporto. Para cancelamentos ou atrasos superiores a quatro horas, as companhias são obrigadas a oferecer reacomodação em outro voo ou reembolso integral.
Agentes do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) municipal e estadual estiveram presentes no aeroporto para colher relatos de passageiros que alegaram falta de informação por parte das companhias aéreas sobre seus direitos e opções disponíveis.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirmou que nos casos onde o embarque foi remarcado para o dia seguinte ou períodos mais longos, é exigida das empresas aéreas a oferta de assistência material adequada aos passageiros afetados.