“Vamos tentar unir o Brasil a partir de São Paulo”, diz Márcio França
Um dia após avançar ao segundo turno, candidato agradece à população pela virada histórica e ressalta que vai defender a neutralidade de seu partido no segundo turno da eleição presidencia
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/10/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Contente e confiante na vitória em 28 de outubro, Márcio França aproveitou a segunda para agradecer às pessoas que o ajudaram a chegar ao segundo turno das eleições para o governo de São Paulo. Um dia após a votação, o candidato do PSB prometeu que vai utilizar os próximos dias para deixar claro que ele é a melhor escolha aos paulistas que almejam um governador com palavra e boas propostas. Mas, como político experiente e influente no cenário nacional, quer bem mais que isso. “Vamos tentar unir o Brasil a partir de São Paulo, um estado que sempre deu exemplo para o país. Vamos propor o diálogo, a conversa com os dois lados e encontrar um meio-termo para ajudar a todos os brasileiros.”
Márcio França (PSB) afirmou que, se depender dele, não apoia nem Jair Bolsonaro nem Fernando Haddad no segundo turno. Em São Paulo, Bolsonaro obteve 53% dos votos válidos e Haddad, 16%. “Se depender de mim, não apoio nem Bolsonaro nem Haddad”, disse. Seu partido já recomendou não apoiar o deputado, mas, segundo ele, o que importa agora para o partido é em São Paulo. No dia 28, França disputa o segundo turno com João Doria.
Logo após tomar um café da manhã com a esposa, Lúcia França, e o neto Enzo no restaurante do Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, Márcio França agradeceu, em entrevista à imprensa, ao apoio recebido em vários municípios de São Paulo e lembrou que em muitas cidades só se tornou conhecido durante a campanha.
“As pessoas logo perceberam que havia uma diferença clara entre a gente e os outros candidatos. Eu sou verdadeiro”, disse. Já sobre seu concorrente no segundo turno. “Nada do que o Doria (João Doria – PSDB) fala eu acredito. E com a população acontece o mesmo. Ele já teve a chance de dizer a verdade para o povo e mentiu. Prometeu terminar o mandato como prefeito de São Paulo e largou o cargo no meio.”
A gratidão do novo governador ficou clara nesta segunda-feira (8), mas também no domingo (7), instantes após a confirmação de seu nome entre os dois primeiros colocados na disputa eleitoral. “Eu fui até o (Geraldo) Alckmin para agradecê-lo e para dizer que minha presença no segundo turno se deve 100% a ele, por ter me escolhido como seu vice-governador.” E foi além: “O Geraldo é o homem público mais idôneo que eu conheci, no comportamento e na dedicação a tudo o que faz”, elogiou.
Nesse segundo turno, destaca o candidato, sua maior preocupação continua a de ser conhecido por todos os moradores de São Paulo. “Agora, não tem mais como o Doria fugir de mim, como tentou nos debates. O eleitor quer honestidade, olho no olho. Por isso ele morria de medo de me enfrentar, porque sabe que eu sei quem ele é.”