Valor da cesta básica inicia o ano com alta de 4,37%

Porcentagem representa R$ 23,68 a mais na aquisição do conjunto de 34 itens, em comparação a última pesquisa; itens de limpeza registraram os maiores aumentos de preço

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Os itens da cesta básica, na semana de 16 a 22 de janeiro, apresentaram alta de 4,37%, na região do Grande ABC, de acordo com pesquisa elaborada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). O custo médio era de R$ 542,02 na semana compreendida entre os dias  5 e 11 de dezembro de 2016. Já nesta semana, o preço ficou em R$ 565,70, o que significa que o consumidor irá gastar R$23,68 a mais em relação à última semana pesquisada. O intervalo de um mês entre a última pesquisa e a nova influencia na variação acima da média.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Craisa e responsável pela pesquisa, Fábio Vezzá de Benedetto, os itens de limpeza doméstica e higiene pessoal são os que mais encareceram recentemente, sabão em pó (1 Kg) custando 52,37% a mais e papel higiênico branco (pacote com 8 rolos) registrando alta de 38,26%. “Para tentar poupar dinheiro vale a pena o consumidor pesquisar bem e experimentar produtos desconhecidos, pois diante de uma avalanche de marcas há preços que variam muito e é possível que o consumidor se surpreenda positivamente e ainda faça economia”, alertou.

Em relação aos alimentos, o preço do leite longa vida integral apresentou alta significativa nesta semana, 11,79%, registrando preços médios de R$ 2,56 o litro. O leite permaneceu com preços praticamente estáveis durante 2016 e agora começa 2017 com reação acima do esperado. Em compensação, o quilo da batata teve queda de 46,99%. Além disso, o preço médio do feijão carioca teve queda de 10,43%, custando cerca de R$ 4,81 o pacote de 1 kg, mas é importante ficar atento. “Apesar da queda, a diferença de preço entre o mais caro e o mais barato encontrados chega a ser o dobro”, comentou Vezzá.

Outros produtos que apresentaram aumento de preço nesta semana foram: a margarina cremosa (500g) com alta de 43,88%; a bolacha maisena com 42,76%; o arroz com aumento de 9,20%; o café 12,94% mais caro; o açúcar 6,53%; e o pão francês com alta de 1,68%. 

  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 20/01/2017
  • Fonte: Itaú Cultural