Valdemar Costa Neto critica STF, mas defende respeito à condenação de Bolsonaro

Presidente do PL diz que decisão foi “exagerada”, mas admite que houve planejamento de golpe

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (13), em debate no Rocas Festival, em Itu (SP), que a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi “exagerada”, mas deve ser respeitada.

Segundo ele, a corte só agiu com tanta firmeza porque conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O Supremo decidiu, nós temos que respeitar”, declarou Valdemar, acrescentando que, embora tenha havido preparação para um golpe de Estado, a tentativa não se concretizou.

Críticas e defesa de união da direita

Durante o evento, que reuniu nomes da política nacional como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Ratinho Jr. (PSD) e Gilberto Kassab (PSD),

Valdemar acusou o STF de “exagerar em todas as questões”. Ele também defendeu a necessidade de união da direita nas eleições de 2026, reforçando que o controle do Congresso será fundamental.

“Temos que ter um governo de direita com o Congresso na palma da mão”, afirmou. “O Bolsonaro não tinha o Congresso ao lado dele. Quando precisava, tinha que colocar emenda para aprovar.”

Debate sobre anistia

PSD - Gilberto Kassab,
Reprodução

Outro ponto abordado foi a possibilidade de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Valdemar disse acreditar que o tema só avançará com o domínio da Câmara e do Senado. Kassab, por sua vez, reiterou que é favorável à medida, embora ainda enfrente resistência entre bolsonaristas.

O PSD, partido presidido por Kassab, mantém posição institucional favorável à votação da anistia, mas libera seus 45 deputados federais para decidir individualmente. A sigla, que integra o governo Lula com três ministros, ainda não levou o tema oficialmente à pauta de sua bancada.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 14/09/2025
  • Fonte: FERVER