Valdemar afirma que Bolsonaro se sentiria melhor se estivesse livre

Presidente do PL afirma que vitória de Trump é chave para evitar prisão do ex-presidente

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em recente declaração, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, expressou preocupação com a saúde de Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente estaria em melhores condições caso não estivesse cumprindo prisão domiciliar. “Ele está muito abatido“, comentou Valdemar, acrescentando que, se Bolsonaro estivesse livre, sua recuperação seria imediata. O dirigente político enfatizou a situação moral de Bolsonaro, questionando: “Como você se sentiria no lugar dele? Isso acaba com a pessoa.” Segundo ele, a popularidade do ex-presidente é um fator relevante em seu contexto político.

As declarações de Valdemar foram feitas durante um seminário promovido pelo grupo Esfera Brasil, que reuniu figuras proeminentes da política e do setor privado em um hotel de luxo na zona sul de São Paulo. Durante o evento, ele também comentou sobre as perspectivas de Bolsonaro no cenário eleitoral, mencionando que o ex-presidente tem potencial para transferir votos a um candidato que dispute contra Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, Valdemar fez referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma possível solução para ajudar Bolsonaro a evitar a prisão no processo relacionado a alegações de tentativa de golpe. “Se o Trump não ganhar a eleição nos Estados Unidos, nós estamos mortos”, disse Valdemar, reafirmando sua crença de que Trump representa a única esperança para Bolsonaro neste momento.

Durante sua participação no painel ao lado de outros líderes partidários como Gilberto Kassab (PSD) e Baleia Rossi (MDB), Valdemar destacou que não vê fundamentos legais para condenar Bolsonaro. Ele criticou a postura do Judiciário brasileiro e insinuou que o apoio generalizado ao ministro Alexandre de Moraes limita as opções disponíveis para defesa política.

A articulação entre os partidos de centro-direita visa consolidar uma candidatura única nas próximas eleições. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é apontado como um nome forte nesse contexto. Valdemar assegurou que caso Bolsonaro não possa concorrer, ele indicará um candidato a presidente ou vice associado ao PL.

O presidente do PL revelou ainda que conversas recentes com Tarcísio indicam uma intenção deste em se filiar ao PL caso decida se candidatar à presidência. Ele relatou um jantar onde o governador afirmou: “se eu for candidato a presidente, vou para o PL”.

No tocante às acusações contra Bolsonaro relacionadas à tentativa de golpe, Valdemar sustentou que não houve crimes efetivos e mencionou que ações tentativas sem execução não podem ser consideradas crime no Brasil.

Valdemar também planeja contestar a inelegibilidade de Bolsonaro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo ano. Ele citou que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro e previsto para assumir a presidência do TSE em 2026, será crucial nesse processo.

O TSE declarou Bolsonaro inelegível em duas ocasiões devido a acusações relacionadas ao abuso de poder político e econômico durante seu mandato. Uma das situações envolveu uma reunião com diplomatas estrangeiros sobre as urnas eletrônicas e outra referiu-se ao uso de recursos públicos para eventos eleitorais.

Por fim, Valdemar defendeu o deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos e envolvido em controvérsias sobre tarifas comerciais. Ele assegurou que Eduardo não tem responsabilidade direta nas medidas adotadas por Trump contra o Brasil.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 25/08/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade