Vacinas mais modernas chegam ao SUS com acordo da OPAS
Parceria internacional reduz custos, amplia acesso a novas tecnologias e fortalece a indústria nacional
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 25/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Para acelerar a chegada de vacinas mais modernas ao braço dos brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou uma parceria estratégica com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Firmado na última segunda-feira (21), durante a reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS) em São Paulo, o acordo utiliza os Fundos Rotatórios Regionais para otimizar a aquisição de imunizantes.
O objetivo central é garantir a incorporação de vacinas mais modernas ao Sistema Único de Saúde (SUS) com maior agilidade e preços competitivos. A estratégia se baseia na economia de escala, onde a negociação conjunta entre os países da região permite reduzir valores de mercado. Além da compra, o tratado abrange regulação sanitária, logística aprimorada e gestão eficiente de estoques.
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Ampliação do acesso e novas tecnologias
A iniciativa não se resume apenas a preços baixos. A OPAS atua com instituições regionais para introduzir vacinas mais modernas no calendário, incluindo tecnologias de ponta. Entre os destaques citados estão o imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV) e a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (PCV20).
Segundo Alexandre Padilha, o movimento reafirma a posição do país como liderança no setor.
“OPAS é uma instituição fundamental para os nossos compromissos e sonhos de ser um líder regional que colabora com os outros países. O Brasil tem potencial enorme de ter uma presença cada vez maior na Região, contribuindo com a produção e acesso a vacinas. Queremos também que os investimentos internacionais ao Brasil, de transferência de tecnologia, possam ocupar esse mercado de forma colaborativa em todo a Região, inclusive com compromissos plurianuais garantindo demanda aos fornecedores e abastecimento às nossas populações.”
Fortalecimento da indústria nacional
O acordo também posiciona o Brasil como um polo exportador de vacinas mais modernas. Instituições de referência, como Biomanguinhos/FIOCRUZ e Instituto Butantan, terão sua capacidade produtiva fortalecida para atender à demanda regional através dos Fundos Rotatórios.
Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, reforçou a importância da capacidade técnica brasileira neste cenário:
“O Brasil passa a ter uma participação mais forte nos Fundos Rotatórios da OPAS. Não só para aquisição de medicamentos e vacinas, que agora fará de uma maneira mais sistematizada, mas creio que o Brasil tem também uma contribuição enorme com sua capacidade científica, tecnológica, de inovação, de produção. […] O Brasil pode ser um dos grandes fornecedores de vacinas, medicamentos e equipamentos médicos para toda a região das Américas e outras regiões”.
Soberania sanitária e cooperação global
A estratégia de consolidar a oferta de vacinas mais modernas dialoga diretamente com a atuação internacional do Ministério da Saúde no G20 e nos BRICS. O Brasil liderará, pelos próximos dois anos, uma Coalizão Global para Produção Local e Regional, focada no acesso equitativo a tecnologias de saúde para o Sul Global, tendo a Fiocruz como secretaria executiva.
O ministro Padilha exemplificou a criação de uma rede colaborativa envolvendo países como Argentina, México e Colômbia. O foco é a fabricação conjunta de imunizantes contra doenças respiratórias, como Covid-19, pneumonia e bronquiolite.
“Estamos construindo uma plataforma colaborativa de atualização permanente dessas vacinas respiratórias e esperamos que seja uma inovação para outras parcerias estratégicas para a produção de vacinas, medicamentos de forma a tornar as Américas um ambiente de atualização tecnológica em saúde de forma colaborativa”, finalizou Padilha.
Ao garantir soberania produtiva e parcerias sólidas, o Brasil assegura que a população tenha acesso contínuo a vacinas mais modernas, fortalecendo o SUS e a segurança sanitária do continente.