Vacinação contra febre amarela é reforçada pelo Governo de SP
Com foco em conter o avanço da febre amarela e evitar surtos de sarampo, o "Dia D" de imunização acontece nos dias 7 e 8 de fevereiro.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) inicia uma mobilização estratégica entre os dias 2 e 8 de fevereiro para intensificar a imunização contra o sarampo e a febre amarela. A ação é direcionada às regiões da Grande São Paulo, Baixada Santista e Região Metropolitana de Campinas, áreas com grande densidade demográfica e maior risco de circulação viral. O ponto alto da campanha será o Dia D, realizado nos dias 7 ou 8 de fevereiro (conforme o município), com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação de milhares de paulistas.
A preocupação das autoridades de saúde é fundamentada em dados recentes. No ano passado, o estado confirmou 57 casos de febre amarela, resultando em 34 óbitos, uma letalidade superior a 50%. Em relação ao sarampo, o registro de dois casos importados em 2025 acendeu o alerta para o risco de reintrodução da doença em território nacional caso a cobertura vacinal não atinja os patamares recomendados.
Prioridade para grupos de risco e trabalhadores
A estratégia da SES-SP prioriza a aplicação da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e o reforço contra a febre amarela. Um dos focos principais desta etapa são as pessoas que receberam a dose fracionada contra a febre amarela em 2018, durante as campanhas emergenciais da época. Agora, em 2026, esse público deve buscar o reforço para garantir a imunidade permanente.
Além deste grupo, a vacinação é essencial para:
- Trabalhadores da saúde: Devem ter duas doses da tríplice viral documentadas.
- Crianças: Devem seguir rigorosamente o calendário (doses aos 9 meses para febre amarela e aos 12 meses para sarampo).
- Viajantes e moradores de áreas rurais: Público com maior exposição ao ciclo silvestre da doença.
Onde se vacinar e como identificar os sintomas
Os postos de saúde de 38 municípios da Grande São Paulo, 19 da Região de Campinas e 9 da Baixada Santista estarão operacionais. Municípios como Santos, Guarujá, Campinas, Osasco, Guarulhos e São Bernardo do Campo estão na lista de prioridades. “A intensificação é uma medida essencial para evitar a reintrodução de doenças controladas”, explica Regiane de Paula, coordenadora da SES-SP.
Para facilitar o acesso, a oferta das vacinas contra o sarampo e a febre amarela já ocorre de forma extramuros desde janeiro em locais de grande fluxo, como terminais de ônibus e estações de trem. É vital que a população saiba identificar os sinais de alerta:
- Sintomas de Febre Amarela: Início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares e fadiga extrema.
- Sintomas de Sarampo: Manchas vermelhas no corpo (exantema), febre alta acima de 38,5°, tosse seca e conjuntivite.
Mobilização Social e Proteção Coletiva
A vacinação contra a febre amarela e o sarampo não é apenas uma proteção individual, mas um dever cívico de bloqueio epidemiológico. Ao manter a imunização em dia, a população protege indiretamente indivíduos imunocomprometidos que não podem receber certas vacinas.
A SES-SP reforça que a vacina é segura, gratuita e a única forma eficaz de prevenir mortes por essas patologias. Caso tenha dúvidas sobre sua situação vacinal, compareça a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) portando sua caderneta. No caso da febre amarela, uma única dose padrão é suficiente para a proteção por toda a vida para adultos que nunca foram vacinados.