Vacinação contra gripe deve começar no outono, alertam especialistas
Imunização antes do inverno garante proteção adequada e ajuda a reduzir impacto dos vírus respiratórios, que circulam com mais intensidade nos meses frios
- Publicado: 23/04/2026 13:55
- Alterado: 23/04/2026 13:58
- Autor: Edvaldo Barone
- Fonte: UNIASSELVI
Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, especialistas reforçam que a vacinação contra a gripe precisa acontecer antes do aumento dos casos. A imunização antecipada é considerada estratégica para reduzir internações, evitar complicações e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde durante os meses mais frios.
Em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados. No ano anterior, cerca de 60 milhões de imunizantes foram aplicados, com cobertura de 54,15% entre os grupos prioritários. O índice acende um alerta sobre a necessidade de ampliar a vacinação e alcançar mais pessoas antes do pico da circulação viral.
Vacinação no outono é decisiva para conter a gripe
A recomendação é que a imunização seja realizada no início do outono, garantindo tempo para que o organismo desenvolva proteção. Segundo Liliana Antoniolli, coordenadora do curso de Enfermagem EAD da UNIASSELVI, o período exige atenção redobrada. “Isso ocorre porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Temperaturas mais baixas e menor umidade também favorecem a sobrevivência dos vírus. Além do vírus influenza, outros vírus respiratórios costumam circular simultaneamente, o que pode confundir o diagnóstico”, afirma.

A especialista reforça que a vacinação não deve ser deixada para depois. “Após a vacinação, o organismo leva, em média, de duas a três semanas para produzir anticorpos e oferecer proteção contra o vírus influenza. Por isso, é fundamental não esperar o inverno e o aumento dos casos para se imunizar”, destaca.
Esse intervalo é determinante para a eficácia da imunização, já que a proteção não é imediata. Quanto mais cedo a aplicação ocorre dentro do calendário recomendado, maior a chance de enfrentar o período crítico com o organismo preparado.
Sintomas e grupos que devem priorizar a vacinação
A gripe costuma apresentar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, cansaço e tosse, podendo evoluir para quadros graves. Já o resfriado tende a ser mais leve, com sintomas concentrados nas vias aéreas superiores.
A vacinação é recomendada para toda a população, com prioridade para idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde e educação. Esses grupos têm maior risco de complicações e, por isso, devem buscar a vacinação dentro do calendário oficial. “A gripe pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos de risco, podendo levar à hospitalização e até ao óbito”, alerta Antoniolli.
Vacinação e prevenção caminham juntas

Além da vacinação, medidas complementares ajudam a reduzir a transmissão dos vírus respiratórios. A higienização frequente das mãos, a ventilação de ambientes e o uso de máscara em caso de sintomas continuam sendo estratégias eficazes.
Evitar contato com pessoas doentes, manter hábitos saudáveis e respeitar o período de isolamento quando necessário também fazem parte do conjunto de ações que reforçam os efeitos da vacinação. “Mas vale reforçar a vacinação, aliada a medidas simples de prevenção e a hábitos saudáveis, é a forma mais eficaz de reduzir o impacto das doenças respiratórias durante o outono e o inverno”, conclui a especialista.