Vacina contra Chikungunya é aprovada pela Anvisa e pode ser incorporada ao SUS
Anvisa aprova vacina contra chikungunya: avanço crucial na luta contra arbovirose no Brasil! Conheça os próximos passos para o SUS.
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 15/04/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
Nesta segunda-feira, 14 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação da vacina contra a chikungunya, um passo significativo na luta contra essa arbovirose que afeta milhares de brasileiros. Com essa validação, o Ministério da Saúde se prepara para solicitar a inclusão do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS).
Conitec
O pedido formal será enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão responsável por avaliar a implementação de novas tecnologias e tratamentos na rede pública de saúde. Se a Conitec aprovar a solicitação e houver capacidade de produção, a vacina será integrada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), com foco na população adulta a partir dos 18 anos.
Desenvolvida pelo laboratório franco-austríaco Valneva em colaboração com o Instituto Butantan, essa é a primeira vacina contra a chikungunya autorizada no Brasil. O processo para sua aprovação começou em dezembro de 2023, e os resultados dos estudos clínicos de fase 3, realizados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, foram promissores. A pesquisa conduzida pelo Instituto Butantan revelou que 98,8% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes, demonstrando assim a segurança e eficácia do imunizante.
Além disso, o Instituto Butantan está atualmente aguardando a análise de um segundo pedido junto à Anvisa para aprovar uma versão do imunizante que será formulada e rotulada dentro do Brasil. Esta opção deve resultar em custos mais baixos, facilitando ainda mais sua possível incorporação ao SUS.
Chikungunya
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor que espalha dengue e zika. Os sintomas incluem febre alta e dores severas nas articulações, que podem se tornar crônicas em algumas pessoas. Desde sua introdução no Brasil em 2014, a chikungunya tem se espalhado por todo o território nacional, com 68,1 mil casos confirmados e 56 mortes registradas até meados de abril deste ano.
Com essa nova vacina, espera-se que as autoridades possam oferecer uma solução eficaz para controlar e prevenir os impactos dessa doença na saúde pública brasileira.