USP realiza torneio de tênis de mesa para pessoas com Doença de Parkinson
A prática esportiva atua como ferramenta terapêutica para pacientes. O evento gratuito promovido pela ABP e CEPEUSP reforça a inclusão.
- Publicado: 10/04/2026 12:35
- Alterado: 10/04/2026 12:35
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: USP
O tênis de mesa para Parkinson desponta como um aliado poderoso no controle motor e neurológico. Marcado para o dia 18 de abril, um evento dedicado exclusivamente a essa modalidade ocupará as instalações da Universidade de São Paulo (USP). A ação estratégica visa mobilizar a sociedade durante o mês mundial de conscientização sobre a doença.
Sediada no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP), a competição foi articulada diretamente pela Associação Brasil Parkinson (ABP). Atletas amadores, familiares e curiosos poderão acompanhar as partidas das 9h às 12h. A entrada livre busca diluir o preconceito e integrar a comunidade acadêmica aos pacientes em reabilitação.
Como o tênis de mesa para Parkinson age no corpo
Exigindo reações visuais e motoras rápidas, a modalidade estimula circuitos cerebrais diretamente afetados pela condição degenerativa. Reflexos, tempo de resposta e concentração alcançam melhorias significativas com a manutenção dos treinos regulares. Médicos e especialistas do mundo todo já validam as raquetes como ferramentas terapêuticas fundamentais.
Iniciativas pioneiras como o projeto Ping Pong Parkinson estruturaram o tênis de mesa para Parkinson no país desde 2020. Inspirada em modelos internacionais de alto impacto, a ABP adaptou a dinâmica esportiva às reais necessidades de seus associados. Os resultados clínicos demonstraram um salto formidável na qualidade de vida e no engajamento diário dos praticantes.
“O esporte tem um papel transformador na vida das pessoas com Parkinson. O pingue-pongue, em especial, trabalha agilidade, foco e coordenação, ajudando a minimizar sintomas e promovendo autonomia e autoestima.”
As palavras da presidente da ABP, Dra. Erica Tardelli, evidenciam o resgate psicológico proporcionado pela atividade física orientada. Longe de ser apenas uma disputa por medalhas, o torneio rompe barreiras sociais. A iniciativa combate de frente o isolamento e a depressão frequentemente atrelados ao diagnóstico inicial.
Expansão acadêmica e integração científica
Consolidando a parceria institucional, o CEPEUSP mantém sua grade de cursos contínuos focados nessa população específica. A nova competição valida anos de estudos práticos e eleva o debate sobre políticas de saúde pública. Profissionais da educação física defendem a urgência de prescrições médicas que incluam exercícios direcionados.
Quem comparecer ao evento encontrará uma estrutura focada no acolhimento e no desenvolvimento humano:
- Premiações simbólicas desenhadas para valorizar o esforço de cada competidor inscrito.
- Dinâmicas de iniciação esportiva voltadas a atrair novos praticantes para o projeto.
- Troca de experiências orgânica entre pesquisadores, pacientes recém-diagnosticados e veteranos.
Programado para acontecer na Praça Prof. Rubião Meira, 61, no coração da Cidade Universitária paulistana, o encontro reconfigura as abordagens tradicionais de tratamento. O simples movimento de rebater a bola redefine os limites físicos impostos pela condição neurológica. Adotar o tênis de mesa para Parkinson representa, na prática, uma vitória indiscutível pela autonomia e pela preservação da identidade.