USP patenta método para mapear vulnerabilidades urbanas
Patente concedida à USP reconhece inovação em mapeamento territorial que integra dados sociais e estruturais para planejar cidades
- Publicado: 17/05/2026 09:31
- Alterado: 17/05/2026 09:31
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Agência SP
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conquistaram a patente de uma metodologia inédita que promete revolucionar o planejamento das cidades. Coordenado pelo geógrafo Luís Antonio Bittar Venturi, o sistema utiliza dados georreferenciados para criar mapas detalhados de vulnerabilidade, permitindo que gestores identifiquem exatamente onde o poder público precisa agir.
Como funciona a metodologia

Diferente de mapas tradicionais, o método da USP integra três dimensões em um único fluxo: teoria, método e técnica.
- Definição: Escolha do fenômeno (ex: falta de energia ou risco de doenças).
- Indicadores: Seleção de variáveis (ex: densidade de árvores, proximidade de hospitais).
- Ponderação (AHP): Atribuição de pesos para cada variável para entender qual impacto é maior.
- Geoprocessamento: Cruzamento de dados que gera mapas temáticos coloridos por níveis de criticidade.
O Caso de São Paulo: Vulnerabilidade Energética

Um dos primeiros frutos da pesquisa da USP foi um mapa de vulnerabilidade energética da capital paulista. O estudo revelou dados surpreendentes:
- Renda não é tudo: Áreas de alto padrão em São Paulo também apresentam alta vulnerabilidade energética devido à rede elétrica e à densidade arbórea.
- Simulação de Cenários: O método mostrou que aumentar o uso de gás em 23% nas residências reduziria a vulnerabilidade energética em 11%.
Aplicações Versáteis
Embora tenha nascido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), a técnica é universal. Segundo Venturi, ela pode ser aplicada para mapear:
- Segurança Hídrica e Mobilidade Urbana.
- Padrões Epidemiológicos e Saúde Pública.
- Criminalidade e Desigualdades Sociais.
Próximos Passos
Com a patente garantida, o próximo desafio é expandir a escala. Já existem discussões para aplicar o método em todo o Estado de São Paulo, visando diagnosticar a infraestrutura energética regional e apoiar decisões estratégicas do governo estadual.