USP patenta método para mapear vulnerabilidades urbanas

Patente concedida à USP reconhece inovação em mapeamento territorial que integra dados sociais e estruturais para planejar cidades

Crédito: Paulo/Divulgação

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conquistaram a patente de uma metodologia inédita que promete revolucionar o planejamento das cidades. Coordenado pelo geógrafo Luís Antonio Bittar Venturi, o sistema utiliza dados georreferenciados para criar mapas detalhados de vulnerabilidade, permitindo que gestores identifiquem exatamente onde o poder público precisa agir.

Como funciona a metodologia

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Diferente de mapas tradicionais, o método da USP integra três dimensões em um único fluxo: teoria, método e técnica.

  1. Definição: Escolha do fenômeno (ex: falta de energia ou risco de doenças).
  2. Indicadores: Seleção de variáveis (ex: densidade de árvores, proximidade de hospitais).
  3. Ponderação (AHP): Atribuição de pesos para cada variável para entender qual impacto é maior.
  4. Geoprocessamento: Cruzamento de dados que gera mapas temáticos coloridos por níveis de criticidade.

O Caso de São Paulo: Vulnerabilidade Energética

USP
Samy Sousa/MCom

Um dos primeiros frutos da pesquisa da USP foi um mapa de vulnerabilidade energética da capital paulista. O estudo revelou dados surpreendentes:

  • Renda não é tudo: Áreas de alto padrão em São Paulo também apresentam alta vulnerabilidade energética devido à rede elétrica e à densidade arbórea.
  • Simulação de Cenários: O método mostrou que aumentar o uso de gás em 23% nas residências reduziria a vulnerabilidade energética em 11%.

Aplicações Versáteis

Embora tenha nascido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), a técnica é universal. Segundo Venturi, ela pode ser aplicada para mapear:

  • Segurança Hídrica e Mobilidade Urbana.
  • Padrões Epidemiológicos e Saúde Pública.
  • Criminalidade e Desigualdades Sociais.

Próximos Passos

Com a patente garantida, o próximo desafio é expandir a escala. Já existem discussões para aplicar o método em todo o Estado de São Paulo, visando diagnosticar a infraestrutura energética regional e apoiar decisões estratégicas do governo estadual.

  • Publicado: 17/05/2026 09:31
  • Alterado: 17/05/2026 09:31
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Agência SP