USP aprova 50% de cota para alunos de escola pública até 2021
O Conselho Universitário da USP aprovou, na noite desta terça-feira, 4, a implementação de cotas de 50% para estudantes de escolas públicas até o ano de 2021
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 05/07/2017
- Autor: Redação
- Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum
É a primeira vez que a universidade prevê uma reserva de vagas geral nas graduações.
O Conselho, instância máxima da universidade, ainda discute como esse porcentual será atingido e se haverá escalonamento da meta ao longo dos anos.
A USP é a última a aderir às cotas entre as estaduais – Unicamp aprovou reserva de vagas em maio deste ano e a Unesp, em 2013. Já o ensino superior federal usa cotas desde 2012.
Histórico
Uma das primeiras tentativas da USP de aumentar a inclusão foi há dez anos, com o início do bônus no vestibular para alunos da rede pública. A bonificação passou por ajustes ao longo dos anos como conceder mais pontos para candidatos autodeclarados PPI.
Desde 2016, a universidade adotou outra estratégia de inclusão. A reitoria passou a usar a Fuvest, vestibular tradicional da instituição, e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como métodos de ingresso na USP. A nota do Enem servia para o aluno tentar vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – plataforma digital que reúne vagas no ensino superior público. Coube a cada faculdade decidir se reservaria, no Sisu, vagas para alunos da rede pública e para pretos, pardos e indígenas.