Uso de Tadalafila sem supervisão médica pode ser perigoso, alertam especialistas
Com o aumento da busca por melhor desempenho sexual e físico, a tadalafila tem sido utilizada por um número crescente de indivíduos.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Com o aumento da busca por melhor desempenho sexual e físico, a tadalafila tem sido utilizada por um número crescente de indivíduos. Originalmente formulada para tratar a disfunção erétil, essa medicação é frequentemente empregada sem a devida orientação médica, o que pode acarretar sérios riscos à saúde.
A ação da tadalafila se dá através da inibição da enzima PDE5, promovendo o relaxamento dos vasos sanguíneos e facilitando o fluxo sanguíneo em áreas específicas do corpo. Embora seu uso sob supervisão médica seja considerado seguro e eficaz, a automedicação é motivo de preocupação.
O Dr. Wandyk Alisson, médico com especializações em metabologia, endocrinologia e fisiologia, alerta sobre os perigos associados ao uso indiscriminado da tadalafila. Ele destaca que a medicação pode interagir com fármacos utilizados por pacientes cardíacos, especialmente aqueles que contêm nitratos, provocando quedas drásticas na pressão arterial.
Além disso, o uso inadequado pode levar os pacientes a ignorar condições de saúde pré-existentes, como problemas cardiovasculares, aumentando assim o risco de efeitos adversos significativos.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça, dores nas costas, congestão nasal, rubor facial e indigestão. Entre as reações adversas mais graves estão alterações na visão ou audição e priapismo — uma ereção prolongada e extremamente dolorosa que requer atendimento médico imediato.
Outro ponto alarmante é a crescente utilização da tadalafila como suplemento pré-treino devido à sua capacidade vasodilatadora. Essa prática tem se popularizado nas academias, mas representa um risco elevado para pessoas com problemas cardíacos não diagnosticados.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) já expressou sua preocupação quanto ao uso rotineiro e sem indicação médica desse medicamento no contexto esportivo e estético. “Esse uso não é apenas inadequado, mas irresponsável”, enfatiza a entidade.
Embora não haja evidências de dependência física associada ao uso recreativo da tadalafila, a Faculdade de Medicina da UFMG alerta para a possibilidade de dependência psicológica. O indivíduo pode começar a acreditar que só consegue ter uma ereção satisfatória com o auxílio do medicamento, prejudicando sua autoestima e afetando sua vida sexual e emocional.
Pesquisas publicadas no PubMed reafirmam que a tadalafila é segura quando utilizada corretamente. No entanto, sem prescrição médica, ela pode encobrir questões mais sérias de saúde, atrasar diagnósticos cruciais e colocar a vida dos usuários em risco.
Diante disso, especialistas recomendam fortemente evitar a automedicação. Para aqueles que sentem que há algo errado com sua vida sexual ou desempenho físico, a orientação é clara: consultar um médico qualificado, realizar exames necessários e discutir abertamente suas preocupações. Essa abordagem proativa é fundamental para preservar tanto a saúde física quanto mental dos indivíduos.